Presidente dos EUA endurece posição e decide reforçar defesa ucraniana após nova onda de ataques russos
Trump envia mísseis à Ucrânia após ataques de Putin: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou o envio imediato de mísseis de defesa aérea para a Ucrânia neste sábado (12), após uma série de bombardeios noturnos realizados pela Rússia em cidades como Odessa, Kharkiv e Dnipro. Em coletiva, Trump afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, “fala bonito sobre paz, mas bombardeia todo mundo à noite”.
A medida eleva o nível de envolvimento militar dos EUA no conflito e é vista como um sinal claro de que o governo norte-americano não aceitará um recuo estratégico da Ucrânia, mesmo após tentativas de negociação nos bastidores.
Sistema Patriot e armamentos táticos reforçarão a defesa
De acordo com o Pentágono, o pacote militar inclui sistemas Patriot, NASAMS e munições de precisão que serão entregues nas próximas semanas. O objetivo é fortalecer a capacidade da Ucrânia de interceptar mísseis, drones kamikazes e bombardeios lançados por forças russas, especialmente durante a madrugada.
“O povo ucraniano precisa se proteger. Os ataques russos estão matando civis, inclusive crianças. Não vamos ficar apenas assistindo”, declarou Trump durante o anúncio. A Casa Branca confirmou que o novo envio é considerado uma “prioridade de segurança internacional”.
Rússia reage com ameaças e fala em “provocação”
A resposta do Kremlin foi imediata. Em nota oficial, o governo russo classificou o envio dos mísseis como uma “provocação armada” e alertou que haverá “respostas militares proporcionais”. O porta-voz Dmitry Peskov disse que os EUA estão “estendendo o conflito de forma deliberada”.
Apesar do tom duro, a Rússia também declarou que ainda está aberta a negociações, mas que “não aceitará imposições externas”. A fala gerou debates nas redes sociais, com internautas questionando a sinceridade do governo russo e apontando a contradição entre os discursos de Putin e suas ações militares.
Comunidade internacional se posiciona
Líderes europeus elogiaram a decisão de Trump. O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, afirmou que os sistemas de defesa são essenciais “para a soberania ucraniana”. A OTAN também se pronunciou, reforçando que o direito à autodefesa da Ucrânia é garantido pelo direito internacional.
Enquanto isso, parte da população dos EUA demonstra preocupação com o aumento do envolvimento no conflito. Nas redes, cresce o debate sobre os custos da guerra e os riscos de uma escalada com armas nucleares, embora analistas políticos reforcem que o envio de sistemas defensivos ainda não representa uma ofensiva direta.
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