Município de Careiro da Várzea enfrenta situação de emergência com casas alagadas e atividades escolares interrompidas
Cheia fecha escola no Amazonas: A cheia dos rios no Amazonas tem provocado impactos significativos na rotina de comunidades ribeirinhas. No município de Careiro da Várzea, localizado na Região Metropolitana de Manaus, uma escola municipal foi fechada por causa da inundação e os alunos estão tendo aulas remotas como alternativa para não interromper o ano letivo.
Com cerca de 19 mil habitantes, o município está entre os 42 do estado que decretaram situação de emergência devido à subida dos rios Solimões e Amazonas. A água já invadiu residências, estabelecimentos comerciais e prédios públicos, incluindo escolas em áreas ribeirinhas e rurais.
Adaptação emergencial nas comunidades alagadas
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que as aulas estão sendo mantidas por meio de material impresso entregue de barco e, em algumas áreas com conectividade mínima, por chamadas de vídeo via celular. Professores também têm feito visitas periódicas às comunidades, com o apoio de canoas motorizadas, para acompanhar o desempenho dos alunos.
“A escola precisou ser fechada porque a água tomou conta de toda a estrutura. A solução encontrada foi manter o vínculo com os estudantes por meio de atividades remotas”, afirmou a coordenadora pedagógica da escola atingida.
Estado monitora cheia em tempo real
De acordo com dados da Defesa Civil do Amazonas, mais de 198 mil pessoas foram afetadas pela cheia em 2025, sendo muitas delas em municípios situados nas calhas dos rios Amazonas, Solimões, Madeira e Juruá. Em Careiro da Várzea, o nível da água ultrapassou os 29 metros, atingindo comunidades como Catalão, Ilha do Coco, e Paracuúba.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) acompanha a situação em tempo real e disse que está dando suporte aos municípios atingidos. A previsão é de que, caso as águas não recuem até agosto, outras escolas da região também adotem o modelo remoto de forma temporária.
População ribeirinha pede mais apoio
Moradores relatam dificuldades para acessar alimentos, transporte e atendimento médico. “Está tudo debaixo d’água. Para chegar na cidade agora só de canoa. As aulas dos nossos filhos, pelo menos, não pararam totalmente”, disse uma mãe de aluno da comunidade Lago do Piranha.
A Defesa Civil e a prefeitura têm distribuído cestas básicas, kits de higiene e combustível para famílias isoladas.
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