Contra-ofensiva letal após atentado em plena luz do dia em Kyiv
Ucrânia mata agentes russos em Kyiv: O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) anunciou neste domingo, 13 de julho de 2025, que realizou uma operação letal contra dois suspeitos — um homem e uma mulher de origem russa — apontados como responsáveis pelo assassinato do coronel Ivan Voronych em Kyiv. De acordo com o órgão, os agentes resistiram à prisão e foram mortos no confronto.
Coronel Voronych era alvo estratégico
Ivan Voronych, de 50 anos, ocupava cargo de destaque na inteligência da SBU e vinha coordenando operações de sabotagem em território russo, além de ações militares sensíveis. Ele foi executado por dois atiradores em um estacionamento residencial na capital ucraniana na última quinta-feira, 10 de julho. Câmeras de segurança registraram o ataque.
Caçada e confronto em Kyiv
Sob comando direto do chefe da SBU, tenente-general Vasyl Malyuk, agentes rastrearam os suspeitos até um esconderijo na região metropolitana de Kyiv. A investigação apontou que a dupla havia seguido Voronych e utilizado uma pistola com silenciador para cometer o crime.
Resistência e “eliminação”
Durante a tentativa de prisão, os suspeitos teriam reagido, iniciando um tiroteio com os agentes ucranianos. Segundo o SBU, a resposta foi imediata e letal. “A única perspectiva para o inimigo em solo ucraniano é a morte”, declarou Malyuk em pronunciamento.
Kiev mantém alerta máximo
O assassinato ocorre em meio a uma nova onda de ofensivas russas com drones e mísseis, que têm causado mortes civis e destruição de infraestrutura na Ucrânia. A ação da SBU evidencia o grau de infiltração e a escalada das operações de inteligência entre os dois países em guerra.
Rússia ainda não se pronunciou
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do governo russo sobre a identidade ou nacionalidade dos agentes abatidos. A Ucrânia, no entanto, afirma que os dois eram ligados ao FSB, o serviço federal de segurança da Rússia.
O que está por vir
-
O SBU continua as investigações para identificar possíveis cúmplices ou outras células ativas no país.
-
A operação aumenta a tensão entre Kyiv e Moscou e evidencia que a guerra não se limita às frentes de batalha, mas avança cada vez mais para o campo da inteligência e ações secretas.
Veja também: Rússia lança maior ataque com drones desde o início da guerra e desafia o Ocidente

