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sábado, maio 23, 2026

Trump impõe tarifa de 30% sobre importações do México e da União Europeia

Nova medida acirra tensões comerciais e preocupa setores industriais e agrícolas dos EUA

Trump impõe tarifa de 30% a México e UE: O ex-presidente dos Estados Unidos e atual mandatário, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (12), a imposição de tarifas de 30% sobre todas as importações provenientes do México e da União Europeia, com entrada em vigor marcada para 1º de agosto de 2025. A medida reacende preocupações sobre uma possível escalada nas tensões comerciais entre os EUA e dois de seus principais parceiros econômicos.

A declaração foi feita durante um evento público em Ohio, e confirmada pelo gabinete do presidente. Segundo Trump, a ação visa “restaurar o equilíbrio comercial” e “proteger os interesses dos trabalhadores americanos”, além de responder a políticas comerciais que ele classifica como “injustas e desleais”.

Motivos: imigração, fentanil e barreiras comerciais

De acordo com a equipe de Trump, a decisão tem dois pilares principais. Em relação ao México, o governo norte-americano acusa o país vizinho de não conter adequadamente os cartéis de drogas e de ser porta de entrada para o fentanil, substância sintética altamente viciante e ligada a uma grave crise de saúde pública nos EUA.

Já quanto à União Europeia, Trump alega que o bloco impõe barreiras desproporcionais a produtos americanos, criando um cenário comercial que, segundo ele, prejudica exportadores e indústrias norte-americanas.

“Não podemos continuar tolerando práticas comerciais injustas e o descaso com a segurança nacional americana”, afirmou Trump.

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Impactos econômicos e possíveis retaliações

A medida já gerou reações negativas por parte de empresários, economistas e representantes dos setores agrícola e industrial dos EUA. Muitos temem que o aumento de tarifas encare produtos importados, reduza competitividade e cause retaliações comerciais por parte da União Europeia e do México.

Organizações como a Câmara de Comércio dos EUA e a Federação Americana de Agricultores expressaram preocupação com os efeitos da medida sobre empregos e cadeias produtivas, sobretudo no setor automotivo, agrícola e de insumos industriais.

Do lado europeu, líderes em Bruxelas consideram a tarifa uma violação dos princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC), e estudam medidas de retaliação. O México, por sua vez, convocou uma reunião emergencial com sua equipe econômica para avaliar o impacto da decisão e os próximos passos diplomáticos.

Retomada da política protecionista

Esta não é a primeira ação tarifária da atual gestão Trump. Em semanas anteriores, o presidente já havia anunciado tarifas de 50% sobre cobre chinês e 60% sobre produtos têxteis asiáticos, em uma estratégia que ele mesmo chamou de “reindustrialização patriótica”.

Com isso, especialistas avaliam que os EUA podem estar caminhando para uma nova fase de protecionismo comercial agressivo, o que deve influenciar os mercados internacionais, o preço de commodities e a dinâmica do comércio global.

Veja também: Bolsonaro diz ter recebido carta de Trump com “responsabilidade”, elogia governo dos EUA e culpa política de Lula pela tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

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