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sábado, maio 23, 2026

Trump ameaça barrar estádio da NFL e exige volta de nome polêmico

Presidente pressiona Commanders a retomar nome “Redskins”, acusado de racismo por indígenas

Trump ameaça NFL por nome “Redskins”: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou nova polêmica neste fim de semana ao usar sua rede social Truth Social para exigir que o time Washington Commanders retome seu antigo nome, “Redskins”, banido por ser considerado ofensivo a comunidades indígenas. Trump ainda ameaçou interferir na construção de um novo estádio na capital americana caso a mudança não seja revertida.

“O nome ‘Redskins’ é parte da história americana! Vocês vão lucrar muito mais se voltarem. Se não voltarem, não terão estádio novo em D.C.”, escreveu Trump, indicando que poderia usar sua influência política para impedir o avanço do projeto estimado em US$ 3,7 bilhões no terreno do antigo RFK Stadium.

Pressão de patrocinadores e protestos indígenas levaram à mudança em 2020

Em 2020, após o assassinato de George Floyd e o aumento das manifestações por justiça racial nos EUA, o time de Washington abandonou o nome “Redskins”, que era usado desde 1933. A decisão ocorreu após pressões de patrocinadores como Nike e FedEx, além de protestos de grupos indígenas e defensores dos direitos civis.

Estudos, como o da Michigan University (2020), indicam que mais de 65% dos nativos americanos entrevistados consideram o termo ofensivo. Organizações como o National Congress of American Indians afirmam que o uso de mascotes e nomes com estereótipos reforça o preconceito contra os povos originários.

Cleveland Guardians também foram citados em nova polêmica

Além da NFL, Trump também pediu que o time de beisebol Cleveland Guardians volte ao antigo nome “Indians”, alegando que está “ao lado da tradição americana”. O nome também foi retirado em 2021 por pressão de movimentos antirracistas. “A cultura woke está destruindo o esporte”, disse Trump durante um comício em Ohio, ampliando sua crítica à reestruturação de marcas esportivas.

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Trump ameaça usar influência política para bloquear projeto bilionário

O projeto do novo estádio dos Commanders, com previsão de ser erguido no terreno do antigo RFK Stadium, ainda depende de aprovação do Conselho Municipal de Washington e do Congresso dos EUA. Trump declarou que, se voltar à presidência, fará o possível para impedir a liberação do terreno caso o nome não seja alterado.

No entanto, juristas afirmam que Trump não tem poder direto sobre a decisão, que é municipal e legislativa. A prefeita de Washington, Muriel Bowser, já manifestou apoio ao novo estádio, independentemente do nome do time.

Opinião pública se divide nas redes sociais

As declarações de Trump dividiram opiniões nas redes sociais. Grupos conservadores aplaudiram a proposta, chamando-a de “resgate da tradição”. Por outro lado, entidades como a Association on American Indian Affairs emitiram nota classificando o apelo como “um retrocesso perigoso que ignora décadas de luta por respeito e representatividade”.

Enquanto isso, perfis pró-Trump compartilham a hashtag #BringBackRedskins, que já soma mais de 12 mil publicações no X (antigo Twitter), com memes, vídeos e comentários exigindo o retorno do nome.

Decisão final ainda está longe de ser tomada

A mudança de nome é prerrogativa dos próprios times e de suas diretorias. Até o momento, tanto o Washington Commanders quanto o Cleveland Guardians afirmaram que não há intenção de reverter os nomes atuais.

O debate, no entanto, promete esquentar ainda mais à medida que se aproximam as eleições presidenciais de 2026, em que Trump é pré-candidato declarado. Especialistas apontam que o presidente usa esse tipo de pauta para mobilizar sua base conservadora, que se opõe a pautas identitárias e à cultura do “politicamente correto”.

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