29.3 C
Manaus
sábado, maio 23, 2026

STF cancela plenária de 11/9 e libera sessões extras para acelerar julgamento de Bolsonaro

Pedido de Alexandre de Moraes garante que Primeira Turma mantenha ritmo de julgamento histórico

STF cancela plenária para julgamento de Bolsonaro: O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou o cancelamento da sessão plenária marcada para o dia 11 de setembro, atendendo a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete de seus aliados. A decisão abre espaço para a realização de sessões extras da Primeira Turma, permitindo que o julgamento tenha continuidade sem interrupções.

O que motivou a mudança

Sessões adicionais em meio a julgamento polêmico

De acordo com o despacho, Moraes solicitou a abertura de sessões no turno da manhã e da tarde do dia 11, caso os votos dos ministros exijam mais tempo. O pedido foi aceito pelo presidente da Turma, Cristiano Zanin, o que levou ao cancelamento da plenária do STF marcada para o mesmo dia.

Julgamento já ocupa calendário

O processo já conta com cinco sessões reservadas: 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Até agora, foram ouvidas as sustentações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das defesas, com votos dos ministros em andamento.

Quem está no banco dos réus

Além de Bolsonaro, também são réus no processo:

  • Alexandre Ramagem

    Publicidade
  • Anderson Torres

  • Augusto Heleno

  • Mauro Cid

  • Paulo Sérgio Nogueira

  • Walter Braga Netto

  • Almir Garnier

Todos respondem a acusações relacionadas a tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. As penas previstas podem chegar a décadas de prisão, dependendo da condenação de cada envolvido.

Repercussão e especulações

Reações políticas e sociais

Nas redes sociais, o cancelamento da plenária e a abertura de sessões extras geraram debates intensos. Críticos de Bolsonaro enxergam a decisão como um sinal de firmeza do STF para garantir celeridade no julgamento. Já apoiadores do ex-presidente sugerem que a manobra aumenta a pressão sobre os ministros e compromete a neutralidade da Corte.

Especialistas opinam

Juristas apontam que o pedido de Moraes é uma prática comum para julgamentos de alta complexidade, já que evita fragmentação de debates e reduz risco de adiamentos prolongados. Analistas políticos, por outro lado, destacam que o caso é um dos mais delicados da história recente do STF, com forte impacto institucional.

Veja Também: Bolsonaro desiste de ir ao STF e acompanhará julgamento à distância

Artigos Relacionados

Pode Gostar