Ação conjunta da PF, Exército e FAB mira esquema de tráfico aéreo na região
PF destrói heliporto no AM: Uma operação integrada da Polícia Federal, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira (FAB) e Companhia de Operações Especiais (COE) destruiu um heliporto clandestino, três pistas de pouso ilegais e duas aeronaves utilizadas por traficantes na região do município de Careiro, interior do Amazonas. A ação ocorreu entre os dias 3 e 5 de março de 2025 e integra o esforço para combater o tráfico aéreo internacional que utiliza a floresta amazônica como rota de entrada de drogas no Brasil.
Durante a intervenção, os agentes localizaram também aproximadamente 4 mil litros de combustível de aviação, prontos para abastecer aeronaves clandestinas. Todo o material foi destruído no local, conforme autorizado pela Justiça Federal, como forma de impedir o reuso pelas organizações criminosas.
Prisão em flagrante e apreensão de drogas e armamento pesado
De acordo com informações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Amazonas (FICCO/AM), um piloto de helicóptero foi preso em flagrante durante a operação ao tentar decolar com uma carga ilegal. Dentro da aeronave, os agentes localizaram cerca de 250 kg de entorpecentes — provenientes do Peru — e armas de uso restrito, entre elas um fuzil calibre 5,56 e uma pistola de uso exclusivo.
O suspeito foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em Manaus e deve responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas e posse irregular de armas de fogo de uso restrito.
Impacto no combate ao crime e repercussão nas redes
A operação foi considerada pelas autoridades como um golpe significativo contra o tráfico transnacional, já que as estruturas destruídas serviam como base logística para a movimentação de drogas e armas vindas de países vizinhos. Segundo investigadores, essas pistas clandestinas eram utilizadas para abastecimento e decolagem de aeronaves que seguiam para grandes centros urbanos do país.
Nas redes sociais, usuários elogiaram a ação e cobraram reforço permanente na fiscalização da região, argumentando que a floresta continua sendo explorada por traficantes devido à dificuldade de monitoramento terrestre.
Autoridades destacam que novas operações já estão planejadas para os próximos meses e que o mapeamento de pistas clandestinas tem sido atualizado com base em imagens de satélite e denúncias da população.
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