Discussão em rua movimentada termina em tragédia e suspeito admite disparo
Empresário confessa morte de gari: O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, confessou à Polícia Civil ter matado o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, após uma discussão de trânsito em Belo Horizonte (MG). A confissão ocorreu durante novo interrogatório realizado no dia 18 de agosto de 2025, oito dias depois de o suspeito ter negado qualquer envolvimento no caso.
O crime aconteceu no bairro Mangabeiras na manhã de 11 de agosto, após o empresário se irritar com um caminhão de coleta de lixo que, segundo testemunhas, estaria bloqueando parcialmente a via. Renê então sacou uma pistola calibre .380, registrada no nome da esposa — que é delegada — e disparou contra os trabalhadores. O tiro atingiu Laudemir no tórax, que morreu antes da chegada do socorro.
A arma pertencia à esposa delegada, diz empresário
Logo após o crime, Renê foi encontrado treinando em uma academia de luxo e negou envolvimento ao ser detido. A versão caiu por terra após a perícia confirmar que o projétil retirado do corpo da vítima foi disparado da arma apreendida em sua residência. Diante das provas, o empresário voltou atrás e admitiu ter sido o autor do disparo, alegando ter “perdido o controle” no momento da discussão.
A Polícia Civil informou que a delegada — esposa do empresário — não tinha conhecimento do uso da arma, e que também será ouvida no inquérito para prestar esclarecimentos formais.
Justiça converte prisão em preventiva e caso gera indignação
Após a confissão, a prisão em flagrante de Renê foi convertida em preventiva, sob argumento de risco à ordem pública e altíssima gravidade do crime. A defesa do empresário renunciou ao caso por “foro íntimo”, e a Justiça de Minas Gerais nomeará um defensor dativo para dar continuidade ao processo.
Nas redes sociais, a repercussão tem sido intensa. Usuários cobram uma punição exemplar e apontam que o episódio revela o aumento de casos de violência no trânsito. Várias publicações acusam o empresário de “abuso de poder e sentimento de impunidade”, enquanto familiares e colegas da vítima pedem justiça.
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