Delegações deixam plenário em protesto contra declarações do primeiro-ministro de Israel sobre Gaza
Netanyahu é vaiado na ONU: O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enfrentou um momento tenso durante seu pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, nesta sexta-feira (26). Enquanto discursava sobre a guerra em Gaza, ele foi vaiado por parte do público e viu delegações inteiras deixarem o plenário em protesto.
Segundo jornalistas presentes, a saída dos representantes foi uma resposta direta às falas de Netanyahu, que afirmou que Israel “deve terminar o trabalho contra o Hamas” e que não recuará diante das críticas internacionais. Em meio à reação contrária, também houve aplausos de apoio vindos de aliados de Israel, refletindo a forte polarização sobre o tema.
Contexto e razões da reação
O discurso de Netanyahu ocorreu em um momento de isolamento diplomático crescente para Israel, após meses de ofensiva militar na Faixa de Gaza. Diversos países e organizações humanitárias têm denunciado o alto número de vítimas civis e a destruição de áreas residenciais.
Ao longo de sua fala, Netanyahu criticou duramente os países que reconheceram o Estado Palestino, alegando que tais decisões “incentivam o terrorismo” e minam o direito de defesa israelense. Ele também classificou o Hamas como “uma ameaça existencial” e afirmou que o país continuará as operações “até garantir a segurança total de seus cidadãos”.
Mandado internacional e críticas globais
A fala ocorre pouco tempo depois de a Corte Penal Internacional (CPI) emitir um mandado de prisão contra Netanyahu por supostos crimes de guerra cometidos em Gaza. O documento também cita outros altos oficiais israelenses, reforçando a pressão internacional sobre o governo de Tel Aviv.
Enquanto Israel nega qualquer ilegalidade, o número de mortos na Faixa de Gaza, segundo autoridades locais palestinas, já ultrapassa 40 mil pessoas, a maioria civis, incluindo mulheres e crianças.
Repercussão mundial e nas redes
Nas redes sociais, o discurso gerou forte repercussão. Usuários de diferentes países se dividiram: apoiadores de Netanyahu destacaram seu tom firme e a defesa de Israel contra o Hamas, enquanto críticos classificaram a postura como “insensível” e “arrogante” diante da crise humanitária.
O momento em que as delegações deixaram o plenário circulou amplamente nas redes, com vídeos mostrando o constrangimento de parte dos presentes. Hashtags como #NetanyahuOut, #UNGA2025 e #FreePalestine ficaram entre os assuntos mais comentados mundialmente.
O que pode vir a seguir
Analistas acreditam que o episódio reforça o isolamento político de Israel nas esferas multilaterais e pode intensificar pressões diplomáticas por um cessar-fogo duradouro. Ainda assim, Netanyahu reiterou que o país “não se curvará à hipocrisia internacional”.
Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU continua debatendo novas medidas para conter a escalada de violência, mas sem consenso entre os países-membros.
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