Nova alíquota atinge remédios de marca e patenteados a partir de 1º de outubro; empresas que investirem em fábricas nos EUA terão isenção
Trump taxa medicamentos importados: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma medida que promete abalar a indústria farmacêutica internacional: uma tarifa de 100% sobre importações de medicamentos de marca e patenteados, válida a partir de 1º de outubro de 2025.
A decisão faz parte de uma nova rodada de políticas protecionistas com o objetivo de estimular a produção nacional e reduzir a dependência externa. Segundo o governo, a cobrança será aplicada apenas a empresas que não possuírem fábricas em construção ou operação no território americano.
Trump afirmou que “as grandes farmacêuticas enriqueceram às custas dos americanos por décadas” e que “chegou a hora de trazer esses empregos e investimentos de volta aos Estados Unidos”.
Reações imediatas e impactos previstos
A medida teve repercussão imediata entre líderes da indústria e governos estrangeiros. Empresas como Roche e Novartis declararam que não devem ser afetadas, já que possuem planos de expansão industrial em solo americano. Outras farmacêuticas, porém, classificaram a medida como “drástica e potencialmente inflacionária”.
Especialistas alertam que, se implementada integralmente, a tarifa pode elevar o preço de medicamentos importados e afetar a disponibilidade de produtos essenciais, especialmente aqueles sem substitutos produzidos nos EUA.
Enquanto isso, países como Japão e membros da União Europeia afirmaram confiar que os acordos comerciais existentes impedirão a aplicação de tarifas sobre suas exportações farmacêuticas, já que muitos têm cláusulas que limitam alíquotas nesse setor.
Possíveis consequências políticas e econômicas
Economistas veem na decisão uma tentativa de reforçar a narrativa de independência econômica de Trump, especialmente em um ano politicamente sensível nos EUA. A medida pode agradar parte do eleitorado que apoia o fortalecimento da indústria doméstica, mas também gerar reações negativas entre aliados comerciais e grupos de consumidores.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) pode ser acionada caso países afetados considerem a tarifa uma violação de acordos internacionais. Analistas também especulam que o Congresso poderá tentar intervir, caso o aumento de preços de medicamentos provoque pressão popular.
Debate nas redes sociais
Nas redes, a medida dividiu opiniões. Parte dos usuários aplaudiu a iniciativa como um “ato de soberania econômica”, enquanto outros criticaram a possibilidade de encarecimento de tratamentos médicos.
Economistas e influenciadores da área da saúde pública alertaram que, embora o incentivo à produção local seja positivo, o impacto de curto prazo pode reduzir o acesso a medicamentos vitais e pressionar o sistema de saúde americano.
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