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sábado, maio 23, 2026

Mistério em São Paulo: mãe e filha morrem após comerem bolo envenenado durante confraternização

Polícia investiga parentes como principais suspeitos de duplo homicídio; inseticida foi encontrado nos corpos das vítimas

Mãe e filha morrem após comer bolo envenenado em SP: A Polícia Civil de São Paulo investiga um caso chocante de envenenamento que terminou com a morte de uma mãe e sua filha após consumirem um pedaço de bolo entregue por familiares. As vítimas foram identificadas como Ana Maria de Jesus, de 52 anos, e Larissa de Jesus Castilho, de 21, que morreram entre junho e julho deste ano após participarem de uma confraternização familiar na capital paulista.

Como tudo começou: o bolo que virou tragédia

Segundo as investigações, o episódio teve início durante uma festa de aniversário em junho, quando o bolo foi servido a diversos convidados. No entanto, apenas Ana Maria, Larissa e uma adolescente de 16 anos consumiram um pedaço separado, entregue posteriormente na casa das vítimas por um sobrinho da família.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento da entrega. De acordo com depoimentos colhidos pela polícia, o bolo foi levado até a residência no dia seguinte à confraternização. Pouco tempo após comer o doce, Ana Maria começou a passar mal, apresentando vômitos, convulsões e dificuldade para respirar. Ela foi socorrida e levada ao Hospital Heliópolis, onde ficou internada em estado grave.

Horas depois, Larissa e a adolescente também experimentaram o mesmo pedaço de bolo. Larissa chegou a comentar que o doce tinha um “gosto estranho” e, minutos depois, passou a sofrer convulsões. Mesmo com o socorro rápido, não resistiu e morreu no local. A adolescente sobreviveu.

Ana Maria recebeu alta médica após alguns dias, mas voltou a ser internada no fim de julho com sintomas semelhantes e morreu em 29 de julho, vítima de intoxicação aguda e insuficiência respiratória.

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O que revelaram as perícias

O laudo pericial constatou a presença de inseticida de uso doméstico nas amostras coletadas dos corpos, confirmando a hipótese de envenenamento deliberado. Exames complementares ainda estão em andamento para identificar a substância exata e a concentração utilizada.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações e já cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos. O principal foco da apuração recai sobre o marido de uma sobrinha de Ana Maria e a própria esposa dele, apontados como os responsáveis pela entrega do bolo contaminado.

Até o momento, nenhum dos investigados foi preso, mas a polícia trabalha com a possibilidade de homicídio qualificado, com dolo e premeditação.

Suspeitas e motivações investigadas

Investigadores apuram se o crime pode ter sido motivado por desavenças familiares ou conflitos pessoais. Testemunhas relataram que existiam atritos antigos entre os parentes, o que levantou a hipótese de um ato de vingança.

A polícia busca identificar o local onde o veneno foi misturado ao alimento e quem teve acesso ao bolo antes da entrega. Também há suspeita de que o doce possa ter sido manipulado fora da residência dos suspeitos, o que dificultaria a responsabilização direta de um único autor.

Enquanto o caso segue sob sigilo, a morte das vítimas continua gerando comoção e indignação nas redes sociais, onde internautas cobram uma solução rápida e questionam como um crime tão cruel pôde ser executado dentro do círculo familiar.

Como está a repercussão e o que dizem as autoridades

O caso vem sendo amplamente discutido em plataformas digitais, onde usuários expressam revolta e pedem punição exemplar aos responsáveis. Alguns perfis especulam sobre uma possível tentativa de envenenamento seletivo — teoria que não foi confirmada pela polícia, mas circula com força entre internautas.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que todos os laudos foram encaminhados ao DHPP e que novas diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias exatas do crime.

Especialistas em toxicologia ouvidos pela imprensa explicam que o tempo de reação rápida e os sintomas descritos são compatíveis com a ingestão de compostos organofosforados, frequentemente encontrados em pesticidas e inseticidas domésticos.

A dor da perda e o pedido por justiça

Familiares próximos de Ana Maria e Larissa pedem que o caso não caia no esquecimento e que os culpados sejam responsabilizados. “Elas eram pessoas simples, queridas por todos. Não há explicação para tamanha maldade”, afirmou um parente em entrevista recente.

A adolescente que sobreviveu segue em acompanhamento médico e psicológico. O caso, que abalou a comunidade onde as vítimas viviam, é considerado pela polícia como um dos crimes mais cruéis registrados na região nos últimos anos.

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