28.3 C
Manaus
sábado, maio 23, 2026

Hamas e Israel aceitam trégua proposta pelos EUA e abrem caminho para cessar-fogo histórico

Plano inclui libertação de reféns, retirada de tropas e pausa humanitária em Gaza; cronograma de execução ainda depende de ajustes finais

Hamas e Israel aceitam trégua proposta pelos EUA: Após meses de guerra intensa, Hamas e Israel aceitaram, em princípio, os termos de uma proposta de trégua mediada pelos Estados Unidos, com apoio do Qatar e do Egito. O plano prevê um cessar-fogo inicial de 60 dias, troca escalonada de reféns israelenses por prisioneiros palestinos e retirada parcial de tropas israelenses do norte da Faixa de Gaza, segundo informações da Reuters e CNN International.

Apesar da aceitação da estrutura básica, ainda não há data oficial para o início da trégua, pois detalhes logísticos e operacionais seguem em negociação entre as partes. Representantes dos EUA afirmaram que a proposta busca “uma pausa significativa na violência com garantias para ambos os lados”.

O que prevê o acordo proposto

Troca de reféns por prisioneiros

A primeira fase da trégua envolve a libertação de pelo menos 10 reféns vivos e 18 corpos de reféns israelenses, ainda sob custódia do Hamas, em troca da liberação de centenas de prisioneiros palestinos detidos por Israel desde o início do conflito, em outubro de 2023.

As liberações ocorreriam de forma escalonada ao longo dos dias, com a continuidade da trégua condicionada ao cumprimento das etapas por ambas as partes.

Retirada militar e ajuda humanitária

O acordo também prevê a retirada gradual das forças israelenses do norte de Gaza, o que permitiria o restabelecimento de rotas humanitárias, entrada de insumos médicos, alimentos e água potável. A distribuição seria supervisionada por agências internacionais, com foco na proteção de civis.

Publicidade

Cronograma em aberto e tensões diplomáticas

Apesar do sinal positivo, o cronograma exato de implementação ainda está indefinido. Autoridades envolvidas afirmam que detalhes críticos, como a segurança dos comboios humanitários e a neutralidade das zonas de passagem, precisam ser validados.

Segundo a Associated Press, Israel ainda exige garantias sobre o paradeiro dos últimos reféns, enquanto o Hamas condiciona avanços à suspensão de sobrevoos militares e bombardeios durante a trégua.

Reações nas redes e clima internacional

Nas redes sociais, a proposta provocou um misto de esperança e ceticismo. Grupos favoráveis à paz saudaram o avanço, enquanto críticos temem que o acordo seja apenas uma pausa estratégica e não um passo real para o fim da guerra.

Analistas internacionais especulam que os EUA tentam evitar uma escalada regional durante as eleições americanas, e o acordo pode aliviar a pressão interna sobre o presidente Joe Biden, duramente criticado por sua postura frente ao conflito.

Veja Também: Ataque de Israel em cafeteria lotada deixa dezenas de mortos e reacende revolta em Gaza

Artigos Relacionados

Pode Gostar