Bombardeio atinge ponto popular à beira-mar; vítimas buscavam internet e segurança no local
Ataque em Gaza deixa mortos: Um ataque aéreo de Israel deixou ao menos 30 mortos e dezenas de feridos em uma cafeteria localizada na costa de Gaza, na noite do último domingo (30). O local, conhecido como Café Al-Baqa, era frequentado por estudantes, jornalistas e famílias que buscavam conexão de internet e alguma sensação de tranquilidade em meio à guerra. O bombardeio ocorreu por volta das 21h (horário local), e testemunhas relatam que a cafeteria estava cheia no momento do impacto.
Relatos do hospital Al-Shifa indicam que o número de mortos pode ultrapassar 40, com 75 pessoas feridas, muitas em estado grave. Vídeos registrados após o ataque mostram corpos carbonizados, escombros e gritos de desespero.
Um dos locais mais movimentados de Gaza vira alvo direto
Localizado na orla de Gaza City, o Café Al-Baqa era uma das poucas estruturas ainda em funcionamento na cidade, com energia parcial, sinal de internet e ambiente relativamente seguro. Por isso, centenas de civis se reuniam ali diariamente — principalmente jovens que buscavam acesso à rede móvel.
De acordo com a Associated Press e o The Guardian, o ataque israelense teria como alvo um suposto ponto de encontro de militantes do Hamas, versão ainda não confirmada por autoridades independentes. No entanto, entre as vítimas estão mulheres, idosos e ao menos um jornalista palestino.
O governo de Israel não emitiu nota oficial sobre o ataque específico à cafeteria, mas afirma que todas as operações militares seguem “protocolo rigoroso” e têm como alvo exclusivo membros do Hamas.
Testemunhas denunciam massacre de civis
Sobreviventes descreveram cenas de horror e classificaram o episódio como um dos mais violentos desde o início da ofensiva. Um funcionário do café, entrevistado pela rede Al Jazeera, afirmou que o local estava “lotado de pessoas comuns” e que “ninguém esperava um ataque ali, pois sempre foi um lugar civil”.
Organizações humanitárias internacionais condenaram o bombardeio e cobraram investigações urgentes. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou em nota que “ataques contra civis e locais protegidos pela convenção de Genebra são inaceitáveis”.
Tensão cresce nas redes e mundo reage com indignação
O episódio causou forte comoção nas redes sociais. Imagens das vítimas e da destruição circularam amplamente no X (antigo Twitter), com postagens usando hashtags como #GazaUnderAttack e #WarCrimes. Muitos internautas denunciaram o ataque como crime de guerra e pediram intervenção da ONU.
Influenciadores palestinos e ativistas internacionais também questionaram o silêncio de grandes potências e acusaram Israel de “normalizar massacres contra civis”. Do outro lado, perfis pró-Israel defenderam a ação, alegando que o local abrigaria milicianos do Hamas, mas sem apresentar evidências.
Contexto de escalada na violência
O ataque ocorreu em meio a uma nova escalada no conflito entre Israel e Hamas, que já matou mais de 38 mil palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Nas últimas semanas, a artilharia israelense intensificou bombardeios contra áreas residenciais e pontos comerciais em Gaza City e Khan Younis, alegando movimentos estratégicos do Hamas na região.
A ofensiva tem sido amplamente criticada por organismos internacionais pela alta taxa de vítimas civis, destruição de hospitais e abrigos da ONU. O governo israelense, por sua vez, afirma que os ataques são resposta aos foguetes disparados contra o sul do país e insiste que o Hamas utiliza civis como escudos humanos.
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