O que está em jogo no pleito boliviano
Eleições bolivianas podem acabar com era MAS: As eleições gerais marcadas para agosto de 2025 representam um momento histórico na Bolívia. Pela primeira vez desde 2006, o partido de esquerda Movimiento al Socialismo (MAS), fundado por Evo Morales, corre o sério risco de perder o comando do país. A ausência do próprio Morales, impedido de disputar, e a retirada da candidatura de Luis Arce fragilizaram a base governista e ampliaram o espaço para a oposição de centro-direita.
Crise econômica pressiona o governo
Nos últimos meses, o país enfrenta uma forte crise econômica, que resultou em inflação elevada, escassez de combustíveis e aumento no custo de itens básicos da cesta. De acordo com dados oficiais do Banco Central da Bolívia, a inflação acumulada nos últimos 12 meses ultrapassou 10%, índice considerado o mais alto da última década. Esse cenário tem aumentado o descontentamento popular com o governo do MAS.
Fragmentação interna e rejeição histórica
Além das dificuldades econômicas, o próprio MAS sofre fissuras internas. Evo Morales e Luis Arce entraram em conflito sobre a escolha do candidato do partido. Após a Justiça impedir a candidatura de Morales, Arce declinou de participar do pleito e declarou apoio a Eduardo del Castillo, nome pouco conhecido nacionalmente. Segundo levantamento publicado pela agência AP News, a rejeição ao MAS supera 50% entre os eleitores bolivianos.
Oposição ganha força e lidera pesquisas
Candidatos da direita e centro-direita, como Samuel Doria Medina e Jorge “Tuto” Quiroga, lideram as principais pesquisas de intenção de voto. Analistas ouvidos pelo The Guardian afirmam que essa é a melhor oportunidade da oposição desde 2006 para assumir o governo. Caso nenhum candidato obtenha mais de 40% dos votos válidos com 10 pontos de vantagem, haverá segundo turno em 19 de outubro.
Possível mudança histórica
Especialistas alertam que as eleições deste ano podem representar um ponto de virada no cenário político boliviano. Conforme destacou o El País, há um “possível giro à direita”, resultado da combinação entre crise econômica e desgaste político. Caso a oposição vença, será o primeiro governo não alinhado ao MAS em quase 20 anos.
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