Denúncia revela que Ivanadja Velloso movimentava contas de diversos assessores ligados ao deputado paraibano
Chefe de gabinete movia R$ 4,1 mi: Uma denúncia publicada nesta sexta-feira pela coluna do jornalista Guilherme Amado (Portal Metrópoles) aponta que a chefe de gabinete do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), Ivanadja Velloso, teria poder para movimentar ao menos R$ 4,1 milhões em contas bancárias de funcionários lotados oficialmente no gabinete do parlamentar.
De acordo com a reportagem, Ivanadja possuía procurações e autorizações bancárias que permitiam sacar, transferir e administrar valores diretamente das contas de servidores sob seu comando. Investigações preliminares indicam que os repasses eram feitos logo após o pagamento dos salários, o que reforça a suspeita de que parte da remuneração dos assessores era devolvida de maneira clandestina — uma prática conhecida como rachadinha.
Repasses sucessivos e movimentações atípicas sustentam suspeitas
Segundo documentos obtidos pelos repórteres, o esquema envolveria seis assessores parlamentares, cujas contas eram movimentadas repetidamente por Ivanadja ao longo dos últimos anos. Os registros mostram transferências frequentes para contas sob o controle administrativo da chefe de gabinete, somando R$ 4,1 milhões, sem justificativas funcionais. Além disso, pelo menos uma das servidoras beneficiada por salários estava simultaneamente lotada na administração estadual da Paraíba, o que pode indicar acúmulo irregular de cargos ou uso de funcionário fantasma.
Especialistas em direito administrativo consultados pelo portal afirmam que, caso comprovado, o esquema configura desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito, podendo resultar em perda de mandato e ação penal contra os envolvidos.
Silêncio do deputado e reação nas redes sociais
Até o momento, o deputado Hugo Motta não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia. A reportagem informou que tentou contato com o gabinete, mas não obteve resposta. A exibição dos documentos provocou forte repercussão nas redes sociais, com usuários pedindo que o caso seja encaminhado imediatamente ao Conselho de Ética da Câmara.
Além disso, alguns internautas afirmam que o esquema “era conhecido entre os próprios funcionários”, o que aumenta a pressão para que o Ministério Público Federal assuma a investigação.
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