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sábado, maio 23, 2026

Brasil enfrenta crise com Ucrânia e Israel enquanto tenta conter tensão com os EUA

Governo brasileiro se isola diplomaticamente após embates com Zelensky, Netanyahu e Trump; desgaste internacional cresce

Brasil em crise com EUA, Ucrânia e Israel: Em meio a uma tentativa de reduzir a crise comercial com os Estados Unidos, o governo brasileiro viu se intensificarem os atritos diplomáticos com dois importantes aliados do Ocidente: Ucrânia e Israel. As tensões envolvem declarações polêmicas, apoio a ações judiciais internacionais e decisões políticas que afastam o Brasil de Kiev e Tel Aviv, segundo informações apuradas por veículos como Metrópoles, Reuters e AP News.

Analistas apontam que o país caminha para um isolamento parcial no Ocidente, alinhando-se a pautas defendidas por blocos como o BRICS e países do Sul Global.

Ucrânia ignora Brasil e deixa embaixada sem embaixador

Desde a saída do embaixador ucraniano em Brasília em junho, o governo de Volodymyr Zelensky não enviou um novo representante diplomático ao Brasil. O Itamaraty esperava a nomeação de um sucessor, mas a Ucrânia optou por priorizar outras nações da América Latina, como Panamá e Uruguai, deixando o Brasil de fora da reaproximação regional.

Fontes ligadas à diplomacia ucraniana afirmam, sob anonimato, que as declarações de Lula sobre o conflito no Leste Europeu — vistas como ambíguas ou favoráveis à Rússia — causaram desconforto permanente.

Brasil se junta a processo contra Israel na Corte Internacional

No último dia 23, o Brasil oficializou apoio à ação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que acusa Israel de genocídio contra civis palestinos em Gaza. A medida foi duramente criticada pelo governo de Benjamin Netanyahu, que já havia declarado Lula como persona non grata no início de 2024, após o presidente brasileiro comparar a ofensiva em Gaza ao Holocausto.

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Segundo o Itamaraty, a adesão à ação internacional é baseada em “princípios de respeito ao direito internacional humanitário”, e não representa hostilidade contra o povo israelense, mas sim contra ações militares com potencial genocida.

Crise com os EUA amplia isolamento

Enquanto tenta contornar os desdobramentos da tarifa de 15% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros, o governo Lula se vê pressionado a evitar retaliações em bloco. O Planalto tem buscado apoio dentro do BRICS para manter laços com a China, Índia e África do Sul — o que tem sido criticado por setores que temem o afastamento do Brasil das democracias liberais do Ocidente.

O presidente Lula ainda não se reuniu diretamente com Trump desde o anúncio da tarifa, mas interlocutores indicam que uma reunião está sendo planejada para agosto.

Especulações nas redes sobre novo rumo geopolítico

Nas redes sociais, internautas discutem intensamente a atual postura diplomática brasileira. Parte dos comentários celebra o “posicionamento soberano” do Brasil, enquanto outra parcela acusa o governo de romper pontes importantes com democracias ocidentais, enfraquecendo a influência brasileira.

Entre as hashtags mais usadas estão #BrasilIsolado, #CriseDiplomática e #LulaNaCIJ.

Veja Também: Trump impõe tarifa de 10% a países alinhados ao BRICS e eleva tensão global

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