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sábado, maio 23, 2026

Lula está disposto a conversar com Donald Trump para evitar agravamento da crise comercial

Clima de tensão marca relação entre Brasil e EUA

Lula quer ligar para Trump se for atendido: Com o prazo se aproximando para a entrada em vigor das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia diferentes estratégias para evitar a medida, prevista para o dia 1º de agosto de 2025. Uma dessas possibilidades seria uma ligação direta para Donald Trump, atual presidente dos EUA — mas somente se ele atender pessoalmente.

Segundo informações divulgadas por veículos como Poder360, CNN Brasil e Metro1, interlocutores do Planalto confirmam que Lula não descarta o contato direto, mas condiciona a ligação a uma resposta imediata e efetiva de Trump. A movimentação ocorre em meio a críticas do setor produtivo brasileiro e à pressão de lideranças políticas que defendem uma solução diplomática de alto nível.

Iniciativa depende de sinal de abertura da Casa Branca

A proposta de uma ligação foi inicialmente ventilada por senadores e ministros do governo, como forma de evitar o agravamento do impasse comercial. No entanto, de acordo com fontes do governo ouvidas pela imprensa, Lula considera improdutiva qualquer tentativa de contato que não seja respondida diretamente por Trump.

A leitura no Palácio do Planalto é que uma chamada ignorada ou desviada para assessores poderia ser interpretada como fraqueza diplomática, o que prejudicaria a posição do Brasil nas negociações. Até o momento, o presidente americano não respondeu formalmente à carta enviada por Lula em maio, que pedia a suspensão das tarifas e a abertura de diálogo técnico.

Impactos da medida e postura do Itamaraty

O Itamaraty confirmou que não houve retorno oficial da Casa Branca sobre os pedidos do governo brasileiro. As tarifas, que incidirão sobre setores estratégicos da economia nacional, como aço, alumínio, carne processada e derivados químicos, devem causar impactos diretos nas exportações brasileiras, estimados em R$ 17 bilhões por ano.

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Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, cumpre agenda diplomática em Nova York, onde deve reforçar a disposição do Brasil em dialogar — desde que com reciprocidade e respeito mútuo. A diplomacia brasileira tem evitado declarações públicas mais duras, mas internamente, fontes relatam que o clima é de frustração com a falta de resposta dos EUA.

Lula evita exposição e prioriza canais oficiais

A decisão de Lula de não tomar a iniciativa de forma unilateral também se baseia em um cálculo político: evitar exposição internacional sem garantias de avanço. Segundo fontes, o presidente entende que um telefonema mal-sucedido poderia ser utilizado contra o Brasil no cenário internacional, sobretudo num momento em que o país busca fortalecer alianças comerciais alternativas.

Além disso, Lula mantém o entendimento de que a interlocução entre chefes de Estado deve ocorrer com respeito e em pé de igualdade, especialmente em um contexto de medidas unilaterais como as impostas por Washington.

Veja também: Governo quer agilizar licenciamento ambiental para projetos de mineração estratégica

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