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sábado, maio 23, 2026

Governo quer agilizar licenciamento ambiental para projetos de mineração estratégica

Medida prevê criação de comitê interministerial e promete acelerar investimentos bilionários em minerais essenciais para o Brasil

Governo acelera licenças para mineração estratégica: O governo federal está preparando uma medida para acelerar o licenciamento ambiental de projetos minerários voltados à produção de minerais estratégicos, como cobre, potássio, fosfato, lítio e terras raras. A proposta prevê a criação de um comitê interministerial que irá priorizar projetos considerados cruciais para o desenvolvimento econômico e para a soberania energética do país.

A iniciativa é coordenada pelos Ministérios de Minas e Energia (MME) e da Casa Civil, com participação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O objetivo é destravar gargalos ambientais sem suprimir exigências legais, segundo nota divulgada pelo governo.

Comitê vai indicar projetos prioritários para licenciamento

O novo Comitê Técnico de Minerais Estratégicos (CTME) será formado por representantes de vários ministérios e órgãos federais. Sua principal função será analisar e selecionar projetos com alto impacto econômico, garantindo a articulação entre diferentes esferas do governo e os órgãos ambientais, como o Ibama e os institutos estaduais.

O governo afirma que a iniciativa não elimina a exigência de licenciamento ambiental, mas pretende reduzir entraves burocráticos e acelerar os processos em casos considerados estratégicos para o país.

Mais de R$ 40 bilhões em projetos podem ser destravados

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, os projetos já habilitados pelo programa federal envolvem investimentos estimados em R$ 41 bilhões, com potencial para criar 40 mil empregos diretos e indiretos. As áreas de maior interesse são fertilizantes (fosfato e potássio), condutores elétricos (cobre) e insumos para baterias e energia limpa (lítio, nióbio e terras raras).

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O Brasil quer aproveitar a demanda global por minerais de transição energética, tornando-se fornecedor de recursos críticos para países que buscam reduzir emissões e acelerar a digitalização industrial.

Especialistas e redes sociais reagem à proposta

No setor produtivo, a medida é vista com entusiasmo. Empresários e investidores apontam que a lentidão nos licenciamentos é um dos maiores obstáculos para a mineração sustentável e tecnicamente moderna. Já ambientalistas e movimentos sociais alertam para possíveis riscos de flexibilização indevida, caso o comitê venha a sobrepor a análise técnica dos órgãos ambientais.

Nas redes sociais, a criação do comitê gerou forte debate. Usuários questionam a transparência na escolha dos projetos, enquanto outros veem a medida como um passo necessário diante do atual déficit de fertilizantes e metais industriais.

Declarações oficiais e próximos passos

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a criação do comitê:

“O Brasil não pode ficar parado enquanto o mundo avança na corrida por minerais estratégicos. Vamos fazer isso com responsabilidade ambiental.”

O projeto de decreto já está sendo finalizado e deve ser publicado nas próximas semanas. A expectativa é que até o fim de 2025 o governo publique a primeira lista oficial de empreendimentos com prioridade nacional.

Veja Também: “Ninguém põe a mão”: Lula reage a interesse dos EUA nas riquezas minerais do Brasil

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