Atleta francês responderá na Justiça por agressões emocionais no Brasil
Payet réu por violência psicológica: O ex-jogador do Vasco da Gama, Dimitri Payet, foi oficialmente tornado réu por violência psicológica contra a advogada Larissa Ferrari, com quem manteve um relacionamento extraconjugal entre agosto de 2024 e março de 2025. A decisão foi confirmada no último dia 25 de julho pelo juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do VII Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, no Rio de Janeiro.
A denúncia, inicialmente arquivada, foi aceita após recurso da defesa da vítima e reavaliação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O processo tramita sob segredo de Justiça, e Payet deverá responder criminalmente por condutas que, segundo a promotoria, causaram sérios prejuízos à saúde emocional da vítima.
Entenda o caso: de romance à denúncia criminal
Larissa Ferrari relatou que viveu um relacionamento de sete meses com Payet, período no qual teria sofrido, de forma contínua, humilhações, manipulações emocionais, isolamento social e degradação psicológica. O MP aponta que as atitudes do jogador afetaram diretamente o estado emocional da advogada, resultando em quadros de ansiedade, depressão e dependência emocional.
Segundo a promotoria, as provas colhidas incluem mensagens de texto, registros audiovisuais e relatos de testemunhas que demonstrariam a conduta reiterada do atleta. Os promotores classificaram o comportamento de Payet como uma “forma de violência silenciosa, mas profundamente destrutiva”.
Defesa de Payet nega acusações e promete provar inocência
A advogada do jogador, Sheila Lustoza, afirmou que a decisão judicial não representa condenação, mas apenas o início da tramitação penal. “Apresentaremos todas as provas da inocência de Dimitri e temos confiança de que a Justiça reconhecerá a improcedência da acusação”, disse em nota enviada à imprensa.
Payet, de 38 anos, não se pronunciou publicamente até o momento. Ele deixou o Vasco da Gama em maio de 2025, após rescisão contratual amigável com o clube.
Pedido de indenização e repercussão pública
Além da ação penal, o MPRJ solicita que Payet seja condenado a indenizar a vítima por danos morais, além de cobrir eventuais despesas com tratamento psicológico. A repercussão do caso nas redes sociais dividiu opiniões, mas organizações de direitos das mulheres celebraram o avanço como um precedente importante no combate à violência emocional.
“Casos como este mostram que a violência contra a mulher não se limita ao campo físico. A dor emocional também destrói e precisa ser levada a sério”, destacou a promotora de Justiça Carla Nogueira, especialista em violência doméstica.
Próximos passos na Justiça
Com a aceitação da denúncia, o processo segue agora para a fase de instrução, em que serão ouvidas testemunhas e analisadas provas. Se condenado, Payet poderá enfrentar penas previstas na Lei Maria da Penha, incluindo medidas protetivas e punição privativa de liberdade.
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