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sábado, maio 23, 2026

Suspeitos são presos no Rio após furtar água da rede pública e vender abastecimento a moradores

Polícia desarticula esquema que lucrava com fornecimento clandestino em prédio ocupado no centro do Rio

Prisão por furto de água RJ: Três pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro acusadas de furtar água da rede pública e revendê-la a moradores de um prédio ocupado irregularmente.
A operação foi realizada na Ladeira do Castro, na região da Lapa, no centro da capital fluminense, onde o esquema abastecia cerca de 42 quitinetes de forma clandestina.
Segundo a investigação, o grupo fazia ligações ilegais na tubulação principal e revendia a água, cobrando taxas mensais dos moradores que viviam no local sem contrato regular com a companhia de abastecimento.

Como funcionava o esquema clandestino

De acordo com os agentes, o esquema era organizado e contava com instalações improvisadas de encanamento que desviavam a água diretamente da rede pública.
As análises apontam que a prática era coordenada por traficantes da região, que controlavam o fornecimento e determinavam o valor pago por cada morador.
Os suspeitos presos atuavam como intermediários, responsáveis por manter as conexões ilegais e cobrar os valores do abastecimento. Em alguns casos, quem se recusava a pagar tinha o fornecimento cortado.

O impacto para os moradores e para o sistema público

O furto constante de água provocava queda de pressão no abastecimento de imóveis vizinhos e prejuízos para a concessionária responsável pela distribuição.
Os moradores do prédio afirmaram que pagavam de R$ 50 a R$ 100 mensais pelo serviço irregular, acreditando que o valor seria destinado à manutenção do encanamento.
Com a descoberta do esquema, o fornecimento foi interrompido e técnicos da empresa realizaram a lacração das ligações clandestinas, restabelecendo o fluxo normal da rede.

Investigações continuam e mais prisões podem ocorrer

Os três detidos foram encaminhados para a Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (DRCCA) e responderão por furto qualificado e associação criminosa.
A polícia agora apura o envolvimento de outras pessoas, inclusive de quem teria fornecido o material hidráulico usado no desvio.
Os investigadores também analisam se o esquema se repete em outros bairros do Rio, especialmente em áreas com ocupações irregulares e onde o tráfico de drogas mantém domínio sobre serviços básicos como energia e abastecimento de água.

Repercussão nas redes e cobrança por fiscalização

Nas redes sociais, o caso gerou indignação e debate sobre o controle do crime organizado sobre serviços essenciais.
Internautas criticaram a ausência de fiscalização e questionaram como um esquema desse porte pôde se manter ativo em uma área central da cidade.
Outros usuários levantaram a hipótese de que situações semelhantes podem estar ocorrendo em comunidades do estado, sugerindo que o furto de água pode ter se tornado uma nova fonte de renda ilegal para grupos criminosos.

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O que dizem as autoridades

A Polícia Civil reforçou que o furto de água é crime e pode causar riscos à saúde pública, já que as ligações clandestinas comprometem a qualidade da água e podem gerar contaminação.
A concessionária responsável pelo abastecimento informou que intensificará as vistorias em regiões com suspeita de ligações irregulares e que prejuízos financeiros milionários são registrados todos os anos em função dessas práticas.
Órgãos municipais e estaduais prometeram ações conjuntas para combater o problema e prevenir novas fraudes.

Veja também: Operação conjunta contra o Comando Vermelho termina com seis presos e confronto intenso no Rio

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