Encontro em Moscou acende alerta geopolítico após bombardeios a instalações nucleares
A expectativa é que a cúpula defina uma estratégia conjunta de reação diplomática e econômica, em meio ao temor de uma escalada militar no Oriente Médio.
Ataque reacende tensões globais e preocupa aliados
Segundo fontes oficiais iranianas, os bombardeios atingiram estruturas em Natanz, Isfahan e Fordow, centros estratégicos do programa nuclear iraniano. O governo norte-americano alegou que a operação visou impedir avanços não autorizados no enriquecimento de urânio.
O porta-voz do Kremlin classificou os ataques como “ato de agressão flagrante” e reiterou que Moscou defenderá o direito internacional. O chanceler Araghchi declarou antes do embarque que “o Irã buscará o apoio da Rússia para contrabalançar as ações hostis de Washington”.
Rússia pode ampliar apoio político, mas descarta envio de tropas
Apesar do tom firme, analistas de política externa como Fyodor Lukyanov, diretor do Conselho Russo de Política Externa, avaliam que Moscou não deve oferecer ajuda militar direta. “O apoio será majoritariamente diplomático e econômico, como veto a sanções na ONU e facilitação de comércio bilateral”, disse Lukyanov em entrevista à RIA Novosti.
Estreito de Ormuz e preço do petróleo voltam ao centro das especulações
A reunião também discutirá a recente moção do parlamento iraniano para fechar o Estreito de Ormuz, rota responsável por escoar cerca de 20% do petróleo mundial. Analistas alertam que qualquer bloqueio real poderia elevar o barril de petróleo para além de US$ 120, impactando diretamente mercados da Ásia, Europa e América Latina.
No X (antigo Twitter), hashtags como #WorldWar3 e #OrmuzFechado viralizaram nas últimas 12 horas, refletindo medo de uma crise de abastecimento global.
ONU se mobiliza e pede diálogo imediato
Diante do aumento das tensões, o Conselho de Segurança da ONU convocou reunião extraordinária para quarta-feira (25), buscando mediação entre EUA, Irã e Rússia. O secretário-geral António Guterres enfatizou em nota que “um erro de cálculo pode custar caro a milhões de inocentes”.
Enquanto isso, diplomatas europeus tentam reativar canais de negociação, inclusive sinalizando uma nova rodada de conversas em Genebra.
O que esperar a partir de agora
Especialistas divergem sobre o desfecho: alguns acreditam que Teerã usará a ameaça do fechamento do Estreito como barganha para forçar o fim das hostilidades, enquanto outros temem que milícias apoiadas pelo Irã em países como Iêmen e Síria possam intensificar ataques contra bases norte-americanas na região.
O resultado do encontro entre Putin e Araghchi será crucial para definir os próximos passos neste xadrez geopolítico.
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