Tensão aumenta no Oriente Médio com ameaça de retaliação iraniana
Ataque americano reacende crise e provoca reação imediata
Os bombardeios, realizados na noite de sexta-feira (21), tiveram como alvo instalações classificadas pelos EUA como “estruturas de apoio à proliferação nuclear”. A operação gerou forte condenação de aliados do Irã, como Rússia e Coreia do Norte, e mobilizou as Forças Armadas iranianas para estado de alerta máximo.
Segundo Mousavi, “as ações hostis não ficarão sem resposta” e um plano de retaliação já está em discussão pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional, sob supervisão do Aiatolá Ali Khamenei.
Parlamento reforça ameaça de fechar Estreito de Ormuz
Enquanto isso, o Parlamento iraniano aprovou uma moção autorizando o fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — caso novos ataques ocorram. Behnam Saeedi, deputado influente, disse em entrevista à Reuters que o Irã tem “todos os recursos para interromper o tráfego marítimo se interesses vitais forem ameaçados”.
Comunidade internacional teme escalada e aumento do petróleo
A União Europeia e a ONU pediram moderação, mas o mercado de energia já reage: o barril de Brent saltou de US$ 83 para US$ 97, refletindo o temor de bloqueio logístico no Golfo Pérsico. Especialistas alertam que um fechamento total do Estreito poderia elevar o preço do barril para até US$ 120, impactando economias dependentes de importação de petróleo, como o Brasil.
O que dizem as redes sociais e os próximos passos
No X (Twitter), hashtags como #IranStrikesBack e #WorldWar3 figuram entre os assuntos mais comentados. Perfis ligados à Guarda Revolucionária publicam que o ataque “será na hora certa” e que aliados como Hezbollah e grupos rebeldes no Iêmen podem entrar em ação.
Analistas militares avaliam que o Irã pode usar ataques cibernéticos e ações de grupos aliados na região como forma de retaliação indireta, evitando uma guerra aberta de grandes proporções.
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