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sábado, maio 23, 2026

Primeiro-ministro de Israel anuncia plano para ocupar toda a Faixa de Gaza

Primeiro-ministro detalha estratégia militar para controle total do território palestino

Netanyahu planeja ocupar Gaza: O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira (7) que pretende implementar um plano de ocupação militar completa da Faixa de Gaza, intensificando a ofensiva contra o grupo Hamas. A declaração foi feita durante entrevista coletiva, no momento em que o gabinete de segurança israelense discute os próximos passos do conflito.

Netanyahu afirmou que a medida busca eliminar a presença militar do Hamas e reforçar a segurança de Israel. Segundo ele, após a operação, o controle do território seria entregue a forças árabes consideradas “responsáveis” para evitar o ressurgimento do grupo armado.

“Não queremos governar lá. Não queremos estar lá como um corpo de governo”, disse o premiê.

Contexto e cenário militar

A decisão ocorre após quase dez meses de conflito iniciado em 7 de outubro de 2024, quando ataques do Hamas deixaram centenas de mortos em Israel e resultaram na captura de reféns. Desde então, a ofensiva israelense provocou, de acordo com dados da ONU, a morte de milhares de civis palestinos e ampla destruição da infraestrutura na Faixa de Gaza.

O plano, no entanto, não é unanimidade dentro do governo. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), Eyal Zamir, demonstrou preocupação com os riscos de uma ocupação prolongada, incluindo possíveis impactos sobre reféns e aumento da exposição das tropas.

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Repercussão internacional

A proposta de Netanyahu gerou reações diversas. Setores políticos internos alertam para o risco de Israel se ver preso a um conflito de longa duração, enquanto organizações internacionais e países árabes observam com apreensão o avanço do plano.

Nos bastidores, diplomatas dos Estados Unidos indicam preferência por uma solução negociada e multilateral para a transição do controle de Gaza, evitando um prolongamento das hostilidades e uma crise humanitária ainda maior.

Analistas destacam que, se executada, a ocupação total poderá alterar profundamente o equilíbrio geopolítico do Oriente Médio, exigindo articulação diplomática intensa para evitar novos confrontos regionais.

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