Clube afirma que apenas licenciou a marca e não tem relação com investigados da Operação Carbono Oculto
Postos do Corinthians são ligado a alvos do PCC: Três postos de combustíveis que utilizam a marca Corinthians constam no cadastro da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em nome de Pedro Furtado Gouveia Neto, Himad Abdallah Mourad e Luiz Ernesto Franco Monegatto, todos investigados pela Operação Carbono Oculto. Deflagrada em agosto de 2025, a operação é considerada a maior já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), mirando esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes tributárias que teriam movimentado bilhões de reais.
Clube se defende e diz acompanhar investigações
Em nota oficial, o Sport Club Corinthians Paulista declarou que não é citado na operação e que apenas licenciou sua marca para uma empresa que administra os postos, a qual teria sublicenciado as unidades até novembro de 2025. O clube afirma que acompanha as apurações e que tomará todas as medidas cabíveis caso sejam confirmadas irregularidades por parte dos responsáveis.
Segundo a diretoria alvinegra, o contrato de licenciamento foi firmado em gestões anteriores e prevê cláusulas de proteção à imagem institucional. A direção atual reforçou que não mantém relação societária ou administrativa com os estabelecimentos.
Operação Carbono Oculto mira rede bilionária de combustíveis
A Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, revelou indícios de que ao menos 251 postos de combustíveis em quatro estados estariam ligados a empresas de fachada utilizadas pelo PCC para movimentar recursos ilícitos. Estima-se que o esquema tenha alcançado mais de R$ 8 bilhões em operações suspeitas.
No caso dos postos com a marca Corinthians, as investigações apontam que os nomes registrados na ANP coincidem com os de empresários sob investigação. A agência informou que pode abrir processos administrativos caso sejam confirmadas divergências cadastrais ou uso irregular de licenciamento.
Repercussão e questionamentos nas redes
Nas redes sociais, torcedores e internautas reagiram com preocupação, levantando questionamentos sobre os critérios de licenciamento da marca do clube. Muitos cobram maior rigor na escolha de parceiros comerciais para evitar que a imagem do Corinthians seja associada a escândalos criminais.
Por outro lado, defensores do clube lembram que a instituição não é alvo da operação e que o contrato de licenciamento foi realizado dentro da legalidade, cabendo agora às autoridades investigar os beneficiários diretos.
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