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sábado, maio 23, 2026

PF prende três pessoas de uma organização criminosa envolvida em garimpo ilegal e trabalho escravo no interior do Amazonas

Investigação revelou exploração de trabalhadores e uso de substâncias tóxicas em área conhecida como “Filão dos Abacaxis”

PF prende grupo por garimpo ilegal: A Polícia Federal deflagrou, na última quinta-feira (28), a Operação Barões do Filão, que resultou na prisão de integrantes de uma organização criminosa responsável por garimpo ilegal no interior do Amazonas. A ação teve como alvos líderes do esquema, operadores financeiros e intermediários envolvidos na exploração irregular.

Segundo a PF, foram cumpridos 4 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão. Também houve bloqueio de ativos superiores a R$ 74 milhões e sequestro de bens ligados aos investigados.

Área de exploração e condições de trabalho

A investigação teve origem em uma fiscalização na região conhecida como “Filão dos Abacaxis”, considerada uma das áreas de garimpo mais lucrativas da América Latina. No local, cerca de 50 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão, sem acesso a equipamentos de proteção e submetidos a jornadas exaustivas.

Além disso, os criminosos utilizavam substâncias tóxicas como o cianeto para a extração de ouro, provocando graves impactos ambientais e riscos à saúde dos trabalhadores.

Estrutura do esquema criminoso

De acordo com a PF, o esquema era comandado por um proprietário local que arrendava poços de extração para terceiros. Esses arrendatários recrutavam trabalhadores e financiavam a atividade ilegal, movimentando milhões de reais fora do sistema oficial.

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O grupo investigado pode responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, redução à condição análoga à escravidão e crimes ambientais.

Declarações oficiais

Em nota, a Polícia Federal destacou que a operação tem como objetivo enfraquecer a atuação de organizações criminosas que exploram recursos naturais de forma predatória.

“A atividade garimpeira ilegal provoca impactos sociais e ambientais irreversíveis e compromete a dignidade de trabalhadores submetidos a condições degradantes”, afirmou o órgão.

Próximos passos da investigação

As autoridades agora aprofundam a análise de documentos e transações financeiras apreendidas para identificar a totalidade dos envolvidos e rastrear a movimentação de recursos. O Ministério Público Federal acompanha o caso e deve oferecer denúncia contra os suspeitos nas próximas semanas.

Veja também: Delegacia no AM é interditada após abrigar 46 presos em cela com capacidade para apenas 8

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