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sábado, maio 23, 2026

Delegacia no AM é interditada após abrigar 46 presos em cela com capacidade para apenas 8

Superlotação alarmante em Uarini

Delegacia interditada em Uarini: Uma vistoria realizada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) revelou um cenário dramático na delegacia de Uarini (58º DIP), no interior do estado. O espaço, com capacidade para oito pessoas, abrigava 46 detentos, incluindo uma mulher que estava improvisada na cozinha da unidade, sem qualquer condição de segurança ou privacidade.

Segundo o promotor Christian Anderson Ferreira da Gama, a situação configurava grave violação dos direitos humanos, além de expor tanto policiais quanto presos a riscos sanitários e de segurança.

Decisão judicial impõe medidas rigorosas

Transferência e multa pesada

Diante das constatações, o juiz Daniel do Nascimento Manussakis determinou a interdição total da carceragem e a transferência imediata de todos os detentos para unidades prisionais em Manaus. A única mulher presa deverá ser encaminhada a um presídio feminino especializado.

A decisão também proibiu que presos permaneçam mais de 72 horas em delegacias do interior, exceto em situações excepcionais. Para garantir o cumprimento da ordem, foi fixada uma multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

Debate público e repercussão digital

Críticas e especulações nas redes

A notícia da interdição ganhou grande repercussão nas redes sociais. Moradores de Uarini e internautas de outras regiões do Amazonas criticaram a falta de estrutura prisional no interior e denunciaram o uso recorrente de delegacias como presídios improvisados.

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Alguns usuários especulam que o caso pode servir de pressão política para que o governo estadual acelere a construção de novas unidades prisionais regionais, diminuindo a dependência de Manaus no acolhimento de detentos do interior.

O retrato de um sistema em colapso

Especialistas em segurança pública apontam que o episódio em Uarini é apenas a face mais visível de um problema recorrente no Amazonas: delegacias que funcionam como prisões, sem qualquer estrutura adequada. O caso pode desencadear novas inspeções em cidades vizinhas, ampliando a cobrança por soluções estruturais no sistema penal do estado.

Veja Também: Mulher vivia presa com 45 homens em delegacia superlotada no AM; Justiça interdita unidade

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