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sábado, maio 23, 2026

Mulher é presa por tentar vender explosivo militar na internet por R$ 900

Artefato de uso restrito das Forças Armadas foi localizado dentro de residência em Paracambi, no Rio de Janeiro

Mulher presa por vender granada na internet: Uma mulher foi presa em flagrante nesta sexta-feira (26) em Paracambi, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, após anunciar na internet a venda de uma granada de morteiro por R$ 900. O artefato é classificado como de uso restrito das Forças Armadas e não pode ser comercializado por civis sob nenhuma hipótese.

A denúncia partiu de um monitoramento da 51ª Delegacia de Polícia (Paracambi), que acionou o Exército Brasileiro e o Esquadrão Antibomba da CORE para a remoção segura do explosivo. O caso gerou alerta sobre o comércio ilegal de armas e materiais perigosos em plataformas digitais.

Explosivo estava em casa e poderia causar tragédia

De acordo com a Polícia Civil, a granada de morteiro — de uso exclusivo militar — estava sendo mantida de forma improvisada e sem qualquer controle técnico na casa da mulher, localizada no bairro Lages, em Paracambi. O artefato foi identificado como potencialmente ativo, com risco de explosão em caso de manuseio incorreto.

O local foi isolado imediatamente pelas autoridades, e técnicos do Esquadrão Antibomba foram os responsáveis pela retirada e neutralização do material, garantindo a segurança da área.

Origem da granada ainda está sob investigação

A Polícia Civil ainda investiga como o artefato foi parar nas mãos da suspeita. Até o momento, não há informações oficiais sobre como ela obteve o explosivo ou se há outros envolvidos no esquema. A mulher não teve o nome divulgado, e o inquérito segue em andamento.

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A prisão foi realizada com base no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, que trata do porte ilegal de artefato explosivo, crime com pena de 3 a 6 anos de reclusão, além de multa.

Polícia alerta para riscos e promete intensificar fiscalização

O delegado responsável pelo caso, Maurício Mendonça, declarou em nota que o episódio demonstra a gravidade da falta de fiscalização no comércio digital:

“É inaceitável que alguém tente vender um material com alto poder destrutivo em uma plataforma aberta ao público. Seguiremos atuando para impedir que situações como essa se repitam”, afirmou.

O caso também acendeu um alerta para empresas responsáveis por marketplaces e redes sociais, que devem aprimorar seus filtros de moderação para evitar a veiculação de conteúdos e anúncios ilegais.

Veja também: PM da Rota é investigado por matar policial civil durante operação em favela de SP

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