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sábado, maio 23, 2026

PM da Rota é investigado por matar policial civil durante operação em favela de SP

Justiça aponta homicídio doloso e tentativa de assassinato; Polícia cumpre mandados em endereço e quartel do sargento

PM da Rota indiciado por morte de policial: A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão nesta semana na casa e no quartel do sargento Marcus Augusto Costa Mendes, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), indiciado por matar o policial civil André Santos Ferreira, de 43 anos, durante uma operação conjunta na favela do Areião, na zona oeste da capital, em fevereiro deste ano.

O sargento também foi indiciado por tentativa de homicídio contra outro investigador da Polícia Civil, que ficou ferido após disparos realizados pela equipe da Rota durante a ação.

Justiça considera crime doloso e sem chance de defesa

De acordo com o inquérito da Polícia Civil, o sargento Marcus Mendes teria agido de forma dolosa, ou seja, com intenção de matar. O crime foi qualificado por ter sido praticado contra uma vítima sem chance de defesa. A Justiça autorizou o cumprimento dos mandados após análise do Ministério Público e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investigam o caso.

Na operação, câmeras corporais registraram o momento em que os policiais civis, já identificados, são surpreendidos pela abordagem da Rota, que abriu fogo sob a alegação de reação a uma suposta ameaça. Imagens e laudos periciais indicam que não houve disparos por parte da equipe da Polícia Civil.

Repercussão e crise entre as forças de segurança

O assassinato do investigador André gerou comoção e reacendeu tensões entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, especialmente entre integrantes da Rota, conhecida por sua atuação de choque. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo emitiu nota exigindo “rigor absoluto” na apuração e punição dos envolvidos.

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Nas redes sociais, o caso foi um dos mais comentados, com internautas cobrando justiça sob a hashtag #JustiçaPorAndré, e levantando questionamentos sobre a falta de coordenação entre as corporações em ações conjuntas. Especialistas em segurança pública defendem a criação de protocolos mais rígidos para evitar tragédias como essa.

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