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sábado, maio 23, 2026

Moraes afirma que STF ignorará sanções de Trump e não se dobra a ameaças

Ministros denunciam “organização criminosa” e garantem independência judicial

Moraes ignora sanções dos EUAEm sua primeira manifestação pública após ser sancionado pela Lei Magnitsky, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou nesta sexta-feira (1º) que o tribunal não reconhece as medidas impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, nem ele nem a Corte se submeterão a pressões externas. “Ignorarei as sanções”: STF mantém ritmo de julgamento

Moraes deixou claro que seguirá atuando normalmente como relator da ação penal relacionada à tentativa de golpe — inclusive nos quatro núcleos do caso, que serão julgados ainda neste semestre.

“As ações prosseguirão. O rito processual do STF não vai se adiantará nem atrasará […] este relator vai ignorar as sanções e continuará trabalhando de forma colegiada.”

Alvo de sanções e críticas a aliados de Bolsonaro

US imposição: Lei Magnitsky e conotações políticas

Na última semana de julho, o Tesouro dos EUA impôs sanções contra Moraes alegando violações de direitos humanos e restrições à liberdade de expressão ligadas ao andamento do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, processado por conspirar para permanecer no poder após derrota eleitoral. A medida inclui congelamento de bens e restrição de vistos.“Organização criminosa atua de forma covarde e traidora”

Sem citar nomes, Moraes denunciou o que classificou como grupo de brasileiros que operam do exterior, tentando coagir o STF por meio de lobbies estrangeiros. Chamou essa atuação de traição à pátria e comparou os envolvidos a “milicianos do submundo do crime”.

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Apoio institucional ao ministro e defesa da soberania

Unanimidade na Corte contra interferências

Outros ministros, como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, manifestaram apoio à postura de Moraes. Barroso destacou a integridade e transparência dos processos, enquanto Mendes afirmou que o STF não se dobra a ameaças de lobbies ou pressões políticas.

O Procurador-Geral da União, Jorge Messias, reforçou que a Advocacia-Geral da União (AGU) não aceitará nenhum tipo de sanção estrangeira que viole a soberania do país.

E nas redes sociais? Especulações ganham força

Alternância entre apoio e críticas

Usuários elogiam a firmeza de Moraes como sinal de independência institucional. Por outro lado, opositores protestam, afirmando que ele estaria expondo o tribunal a crises diplomáticas. No contexto do X (ex-Twitter), comenta-se sobre possíveis articulações internas para evitar julgamentos, usando sanções estrangeiras como munição política.

Cenário e próximos desdobramentos

Especialistas em direito constitucional afirmam que a reação do STF ante sanções legais externas é inédita e reforça a imagem de uma instituição que se recusa a ceder a chantagens. A expectativa é que o julgamento das ações penais contra os envolvidos na tentativa de golpe se encerre até o fim do ano, conforme previsto por Moraes.

Veja Também“Uso da Lei Magnitsky contra Moraes é deturpação”, diz criador da norma em crítica direta aos EUA

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