Prefeitura notifica responsáveis para derrubar muro voluntariamente
Moradores do conjunto Águas Claras, na Zona Norte de Manaus, ergueram um muro que fechou uma via pública para tentar impedir novas invasões em uma área verde do bairro. A Prefeitura de Manaus informou que, na terça-feira (19/8/2025), notificou os responsáveis para demolição voluntária do fechamento por irregularidade; caso não cumpram, haverá demolição administrativa pelo Implurb com apoio do IMMU.
Onde foi e por quê
Publicações de moradores indicam que a obra ocorreu em uma rua do Águas Claras — há menções à Rua Jacarezinho — com a justificativa de evitar novas ocupações após episódios recentes na região. Vídeos feitos por vizinhos mostram o muro atravessando a pista e a circulação local comprometida.
O que diz a Prefeitura
Segundo o Implurb, a estrutura fechou a via pública sem autorização. De acordo com o vice-presidente do órgão, Antonio Peixoto, “fecha a via pública sem autorização. Isso é ilegal e uma afronta ao Plano Diretor da cidade”. A Prefeitura esclarece que qualquer controle de acesso a logradouros depende de autorização prévia e de projeto técnico assinado, com base no Decreto 3.074/2015 e no Código de Posturas (Lei Complementar 005/2014).
Regras em vigor
-
O fechamento é precário (não muda o domínio público) e pode ser revogado a qualquer momento.
-
Sem autorização, o ato é irregular e sujeito a notificação e demolição.
Publicidade -
A autorização exige documentação associativa, abaixo-assinado e análise técnica do Implurb, com anuência do IMMU.
Contexto recente
No início de agosto, a Polícia Militar frustrou tentativa de ocupação em área verde do Águas Claras, o que ampliou o temor dos moradores sobre novas invasões nas imediações. Desde então, grupos de bairro cobram fiscalização contínua e soluções definitivas para proteger as áreas verdes.
Impactos e próximos passos
O fechamento interrompe o tráfego, dificulta a passagem de serviços públicos e pode afetar limpeza, coleta e manutenção no trecho bloqueado. Com a notificação já feita, a expectativa é pela remoção voluntária; se não ocorrer, o poder público deve executar a demolição da estrutura irregular.
O que está em debate nas redes
Perfis locais e moradores apoiam a medida como forma de autodefesa do bairro e pedem presença permanente da fiscalização. Outros apontam ilegalidade e risco de “fechar” rua sem aval, lembrando que bairros vizinhos podem ser prejudicados. Há quem cobre ações estruturantes da Prefeitura para coibir grilagem sem depender de iniciativas particulares.
Veja também: Operação no interior do Amazonas destrói heliporto clandestino; piloto com drogas e dono são presos

