Presidente diz que medida dos EUA fere soberania e reafirma defesa da independência da Justiça
Lula critica EUA por vistos: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou a revogação dos vistos de ministros do STF, anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como “mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento”. A declaração foi feita em nota divulgada neste sábado (19), em apoio aos ministros atingidos pela sanção.
Lula enfatizou que “a interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”. O presidente também afirmou que “nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer… a defesa do Estado Democrático de Direito”.
Contexto das sanções: reação a medidas contra Bolsonaro
A revogação de vistos atinge pelo menos oito ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes, além de seus familiares e outros magistrados da Corte, conforme divulgado por órgãos oficiais.
A iniciativa foi motivada pelo endurecimento das medidas judiciais contra Jair Bolsonaro, incluindo a determinação para que ele use tornozeleira eletrônica e cumpra restrições cautelares ordens do STF e da Polícia Federal. Rubio descreveu a decisão do tribunal como uma “caça às bruxas” e afirmou que viola liberdades fundamentais.
Reação institucional: governo brasileiro promete retaliação
O Advogado‑Geral da União, Jorge Messias, declarou que “nenhum expediente inidôneo… intimidará o Poder Judiciário”, reiterando a defesa da autonomia do STF. A ministra Gleisi Hoffmann classificou a medida como “afronta ao Judiciário e à soberania nacional”, ressaltando o impacto político da ação americana.
Especulações e tensão nas redes: próximas respostas diplomáticas?
Nas redes, autoridades do PT comemoraram a posição firme de Lula, enquanto apoiadores de Bolsonaro interpretaram o movimento como retaliação legítima dos EUA. Em paralelo, há especulações sobre medidas de retaliação diplomática e tarifária em fóruns como a ONU e a OEA.
Bastidores do Itamaraty revelam que eventual convocação do embaixador americano e até resposta em acordos comerciais com os EUA estão sendo avaliadas, com diplomatas reafirmando prontidão para defender a soberania nacional.
E agora? Soberania em jogo e crise bilateral se intensifica
A tensão diplomática atinge novos patamares com a cobrança direta de Lula aos EUA. A pressão pode provocar uma crise institucional duradoura, principalmente se Washington avançar com novas sanções ou restrições. O Brasil prepara-se para uma resposta medida, mas firme, que promete mobilizar o cenário internacional.
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