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sábado, maio 23, 2026

EUA revogam visto de Alexandre de Moraes, família e aliados após decisão contra Bolsonaro

Medida foi anunciada por Marco Rubio, aliado de Trump, e ocorre horas após STF impor tornozeleira eletrônica ao ex-presidente

EUA revogam visto de Moraes: O governo dos Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (18) a revogação do visto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além de “outros aliados no tribunal” — cujos nomes ainda não foram oficialmente divulgados. A medida ocorre no mesmo dia em que Moraes determinou a colocação de tornozeleira eletrônica em Jair Bolsonaro, investigado por coação, obstrução de Justiça e ataques à soberania nacional.

A justificativa apresentada por Rubio é de que o ministro brasileiro estaria “conduzindo uma perseguição política” contra o ex-presidente, aliado próximo de Donald Trump, e violando liberdades civis. A decisão foi anunciada por meio de comunicado oficial divulgado por canais ligados ao Partido Republicano, e rapidamente ganhou repercussão internacional.

Retaliação é vista como ofensiva direta ao STF brasileiro

A revogação do visto é um ato diplomático raro, geralmente reservado a casos de violações de direitos humanos ou ameaças à segurança nacional. Especialistas em relações internacionais afirmam que a medida representa um ataque direto à independência do Judiciário brasileiro, algo sem precedentes na relação entre os dois países.

Segundo reportagens da AP News, El País e Reuters, a atitude de Rubio é reflexo do atual alinhamento político dos EUA sob a presidência de Trump, que vem adotando uma postura de pressão sobre países que agem contra seus aliados ideológicos, como é o caso de Bolsonaro no Brasil.

Ainda não está claro quais “aliados de Moraes no tribunal” também tiveram os vistos revogados, mas especula-se nas redes sociais que ministros que votaram a favor de medidas cautelares contra Bolsonaro possam estar incluídos.

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Redes sociais e bastidores políticos reagem à decisão

A medida causou forte repercussão nas redes sociais. Apoiadores de Bolsonaro celebraram a revogação como uma “resposta firme dos EUA contra abusos judiciais”, enquanto críticos apontaram a decisão como interferência estrangeira inaceitável nos assuntos internos do Brasil.

No meio político, integrantes da diplomacia brasileira classificaram a medida como grave e potencialmente prejudicial às relações bilaterais, especialmente se houver escalada em retaliações mútuas. Fontes do Itamaraty indicaram que o governo brasileiro avalia convocar o embaixador dos EUA para prestar esclarecimentos.

A assessoria de Alexandre de Moraes não comentou oficialmente até o momento. Já no STF, ministros classificaram a ação como “desproporcional e inaceitável”. Nos bastidores, há movimentações para acionar organismos internacionais de defesa da soberania judicial.

Veja Também: Trump dispara contra BRICS e ameaça: “Se desafiarem o dólar, vão acabar rapidamente”

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