Presidente brasileiro aposta no diálogo para unir potências em torno da pauta ambiental
Lula convida Donald Trump para COP30 em Belém: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou ter enviado uma carta oficial convidando o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar da COP30, que acontecerá de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA).
Lula afirmou que a iniciativa não está relacionada a negociações comerciais, como a recente tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros, mas sim a um esforço para ampliar o diálogo internacional sobre mudanças climáticas.
“Mandei uma carta para ele [Trump] convidando para a COP. Não sei se ele já recebeu, mas espero que ele responda. Ele não precisa gostar de mim, e eu não preciso gostar dele. Ele só precisa gostar do Brasil, e eu, do povo americano”, disse Lula à BandNews FM.
Propostas e pautas para Belém
O presidente declarou que pretende apresentar, durante a conferência, a proposta de criação de uma tarifa ambiental voltada aos países ricos, com o objetivo de financiar a preservação de florestas tropicais no Brasil, na Indonésia e no Congo. Essa medida busca contribuir para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.
Para comandar a cúpula, o Brasil nomeou o diplomata André Corrêa do Lago, de 65 anos, reconhecido por sua experiência em negociações climáticas, como presidente-designado da COP30. Ele terá o desafio de acelerar os avanços do Acordo de Paris, especialmente após os retrocessos durante a gestão Trump, quando os EUA deixaram o pacto climático.
Desafios e temas centrais
Entre os temas prioritários da COP30 estão:
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Redução da desflorestação na Amazônia, que apresentou queda nos últimos dois anos.
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Debate sobre a exploração de petróleo e gás e seus impactos ambientais.
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Implementação do “Baku to Belém Roadmap”, que busca ampliar o financiamento climático de US$ 300 bilhões para US$ 1,3 trilhão anuais até 2035.
Especulações e repercussões nas redes
O convite gerou intensa movimentação nas redes sociais:
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Apoio de internautas que enxergam o gesto como tentativa de reforçar o protagonismo do Brasil nas negociações globais.
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Ceticismo de críticos que acreditam que Trump manterá sua postura histórica de resistência a acordos climáticos.
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Expectativa de que a presença do ex-presidente americano possa gerar momentos de tensão diplomática ou, de forma surpreendente, um raro consenso sobre o tema.
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