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sábado, maio 23, 2026

Ex-vice-prefeita é presa no Paraguai acusada de ordenar assassinato de prefeito no RN

Prisão internacional expõe crime político no interior potiguar

Ex-vice-prefeita do RN presa no Paraguai: A ex-vice-prefeita de João Dias (RN), Damária Jácome de Oliveira, foi presa em 21 de agosto de 2025 em Ciudad del Este, Paraguai, em uma ação conjunta da Polícia Federal, da Polícia Nacional do Paraguai e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Foz do Iguaçu.
A captura foi considerada um avanço fundamental nas investigações do assassinato do prefeito Marcelo Oliveira de Araújo, de 50 anos, e de seu pai, Sandi Alves de Oliveira, de 72 anos, mortos a tiros em 27 de agosto de 2024.

O crime que chocou João Dias

Execução planejada e brutal

De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Marcelo foi atingido por 11 disparos dentro de sua residência. Seu pai, Sandi, morreu ainda no local após ser baleado durante a ação criminosa.
As investigações apontam que Damária e sua irmã, Leidiane Jácome, ex-vereadora, foram as mentoras intelectuais do crime, motivado por rivalidades políticas e disputas familiares que se arrastavam há anos no município de pouco mais de 2 mil habitantes.

Além das irmãs, foi preso Weverton Claudino Batista, acusado de intermediar a contratação dos pistoleiros. No total, 12 pessoas já foram presas em conexão com o duplo homicídio, incluindo suspeitos de apoio logístico e executores diretos.

Rivalidade política e familiar

Histórico de confrontos

Relatórios da Polícia Civil e do MPRN mostram que a família Jácome já esteve envolvida em diversos confrontos violentos. Dois irmãos de Damária morreram em trocas de tiros na Bahia, enquanto outro chegou a ser preso em operações anteriores.
Segundo a promotoria, o prefeito Marcelo teria colaborado com autoridades em investigações que atingiram a família rival, aumentando a tensão política local.

As apurações revelaram ainda que o grupo planejava assassinar a atual prefeita, Maria de Fátima Mesquita da Silva (“Fatinha”), viúva de Marcelo. O plano não chegou a ser executado devido ao avanço das investigações e à prisão preventiva dos envolvidos.

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Repercussão e declarações oficiais

Ministério Público e autoridades

O promotor Alexandre Magno, que acompanha o caso, afirmou: “A prisão das principais articuladoras do crime reforça a atuação do Estado contra o crime político, mesmo quando os suspeitos tentam se refugiar fora do país”.

Nas redes sociais, moradores de João Dias manifestaram revolta e pediram punição exemplar. Especulações também se espalham: muitos acreditam que o crime teve conexões com milícias locais e possíveis esquemas de tráfico de armas na fronteira. Apesar dos comentários, até o momento não há confirmação oficial sobre essas hipóteses.

Impactos para o cenário político

A morte do prefeito Marcelo e a prisão da ex-vice-prefeita Damária expõem a fragilidade da política em pequenos municípios, onde disputas familiares e interesses econômicos podem desencadear tragédias.
Especialistas em segurança pública ressaltam que o caso é um exemplo claro de como o crime organizado se infiltra em estruturas políticas, desafiando a capacidade do Estado de proteger representantes eleitos.

Redes questionam alianças e novos desdobramentos

O caso continua em investigação, e as prisões devem resultar em um processo criminal de grande repercussão. Nas redes sociais, a população levanta dúvidas sobre quem mais estaria envolvido e se novas denúncias podem surgir nas próximas semanas.

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