Ex-delegado inimigo do PCC foi morto a tiros de fuzil em ataque premeditado; polícia já identificou suspeitos e investiga mandantes
Ruy Ferraz Fontes executado em Praia Grande: Ruy Ferraz Fontes tinha 63 anos e mais de 40 anos de carreira na Polícia Civil de São Paulo. Atuou como delegado-geral, diretor do Decap e em unidades como Deic, Denarc e DHPP. Era conhecido por seu enfrentamento ao crime organizado e considerado um dos principais inimigos da facção PCC. Desde 2023, exercia o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande.
Como aconteceu o crime
O ataque ocorreu no dia 15 de setembro de 2025, por volta das 18h, em Praia Grande. Fontes dirigia próximo à Prefeitura e ao Fórum municipal quando foi perseguido por criminosos. Durante a fuga, colidiu com ônibus, capotou e foi executado ainda dentro do veículo. Três homens participaram diretamente: dois atiradores e um terceiro armado com fuzil que fez a contenção. Foram disparados mais de 20 tiros de fuzil.
Dinâmica e suspeitos
A investigação aponta a participação de pelo menos seis criminosos. Carros roubados foram usados na perseguição e depois incendiados para apagar rastros. Um dos suspeitos já foi identificado pela Polícia Civil: homem com histórico de tráfico de drogas, roubo e passagens pela Fundação Casa. O secretário de Segurança, Guilherme Derrite, confirmou que o crime foi premeditado e organizado.
Repercussão política e institucional
O corpo de Fontes foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em cerimônia acompanhada por autoridades estaduais e familiares. O governador Tarcísio de Freitas classificou o assassinato como “covarde” e prometeu resposta dura. O caso ampliou o debate sobre segurança de autoridades públicas e a atuação das facções criminosas no estado.
Especulações nas redes sociais
Nas redes, muitos relacionam a execução a uma represália direta do PCC, devido ao histórico de confrontos do ex-delegado com a facção. Outros levantam a hipótese de envolvimento com interesses políticos e administrativos em Praia Grande, ligados a contratos e decisões na prefeitura. Até agora, nenhuma dessas especulações foi confirmada oficialmente.
O que se sabe e o que falta esclarecer
As autoridades já confirmaram o envolvimento de mais de um grupo de criminosos e a utilização de carros roubados. A linha de investigação mais forte é a de crime organizado com execução planejada. Ainda não há clareza sobre quem ordenou o assassinato ou se houve participação de lideranças de facção. A apuração também busca identificar a função de cada envolvido, do motorista aos executores.
Veja também: Alexandre de Moraes libera visita do Governador de São Paulo Tarcísio de Freitas a o ex-presidente Jair Bolsonaro

