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sábado, maio 23, 2026

Empresário que matou gari em BH é indiciado e pode pegar até 35 anos de prisão

Crimes envolvendo homicídio qualificado, ameaça e arma ilegal agravam ainda mais o caso

Empresário indiciado por matar gari: O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ameaça contra a motorista do caminhão de lixo e porte ilegal de arma de fogo, conforme anunciado em coletiva nesta sexta (29). Caso condenado por todos os três delitos, a pena pode chegar a até 35 anos de prisão.

As investigações apontam que o disparo contra o gari Laudemir de Souza Fernandes ocorreu durante um impasse no trânsito na Rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, em 11 de agosto. Renê saiu do carro, sacou sua arma e atingiu Laudemir no abdômen. A vítima morreu no local, e o autor foi preso em flagrante poucas horas depois, em uma academia da capital.

Indícios reforçam que foi ato consciente, não acidente

Os investigadores descartaram a versão inicial apresentada por Renê, de que não sabia ter cometido homicídio. O delegado responsável, Matheus Moraes Marques, revelou que o empresário pesquisou no celular termos como “gari” e até o nome da rua do crime, logo após os disparos — comportamento classificado como indicativo de consciência do ato cometido.

Além disso, foi constatado que Renê já exibia fascínio por armas, inclusive ostentando o distintivo da esposa, a delegada de polícia Ana Paula Lamego Balbino. Isso comprova uma atmosfera de poder ligada ao armamento que, segundo a polícia, influenciou sua postura agressiva.

Polícia aguarda desdobramentos e críticas se multiplicam nas redes sociais

A esposa de Renê também foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, por supostamente ceder a pistola utilizada no crime — algo proibido pela legislação. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou um procedimento disciplinar para apurar sua conduta.

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Nas redes sociais, o caso gerou forte repercussão. Muitos internautas questionaram o poder simbólico das armas na sociedade e o papel de figuras públicas na perpetuação da violência. Hashtags como #JustiçaParaLaudemir e #GariVítima circulam com apelos por rigor na apuração.

Veja Também: Empresário muda versão e confessa ter matado gari após briga de trânsito em Belo Horizonte

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