Choque diplomático: líderes da Rússia e Coreia do Norte denunciam ataque americano
Coreia do Norte em alerta e apoio total ao Irã
Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, Kim Jong-un expressou “apoio irrestrito” ao governo iraniano. Em um gesto simbólico de alinhamento, Pyongyang ordenou que suas forças armadas fossem colocadas em prontidão, sugerindo que o ataque norte-americano serve de alerta para outras nações com capacidade nuclear. Analistas internacionais veem esse movimento como mais do que uma demonstração retórica: pode sinalizar uma nova fase de cooperação entre dois regimes historicamente hostis aos EUA.
Rússia denuncia ‘ataque ilegal’ e pressiona por cessar-fogo
O Kremlin, por meio de nota oficial, afirmou que a ação militar dos EUA “mina os esforços de estabilidade regional e desrespeita princípios da Carta das Nações Unidas”. O chanceler russo, Sergei Lavrov, pediu uma convocação urgente do Conselho de Segurança da ONU. “Estamos diante de um ato de agressão deliberada que pode gerar consequências incalculáveis para a segurança global”, declarou.
Irã ameaça retaliação e Parlamento aprova fechamento do Estreito de Ormuz
Como resposta direta ao ataque, o parlamento iraniano aprovou no sábado (22) uma moção para o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo global. A medida, entretanto, ainda depende de aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do aiatolá Ali Khamenei. O porta-voz Behnam Saeedi afirmou à agência Reuters que “todas as opções estão em análise, inclusive a obstrução completa do tráfego marítimo”.
Especulações nas redes: temor de guerra total e colapso do petróleo
No X (antigo Twitter), usuários levantam a possibilidade de uma escalada militar envolvendo potências nucleares. A hashtag #TerceiraGuerraMundial chegou aos trending topics em menos de 24h após os ataques. Já no TikTok e Telegram, circulam vídeos especulativos sobre possíveis retaliações cibernéticas, ataques coordenados por milícias ligadas ao Irã e até a chance de bloqueio de exportações energéticas para a Europa e China.
Mercado reage com temor e petróleo dispara
O preço do barril de petróleo tipo Brent saltou de US$ 83 para US$ 96 em apenas dois dias, após a ameaça iraniana de fechar o Estreito de Ormuz. A Goldman Sachs projeta que o preço pode ultrapassar US$ 120 caso o bloqueio se concretize. Economistas alertam que o Brasil também poderá ser afetado, especialmente nos preços dos combustíveis e derivados importados.
E agora? Especialistas divergem sobre próximos passos
Enquanto setores diplomáticos ainda esperam um recuo estratégico, militares dos EUA e da OTAN permanecem em alerta. O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta semana para avaliar o caso, mas especialistas em política internacional temem que, sem uma mediação firme, o conflito possa se expandir rapidamente, envolvendo aliados regionais como Israel, Síria, Iêmen e Arábia Saudita.
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