Ex-jogador assume todos os custos do traslado de brasileira morta durante trilha em vulcão; governo não cobre despesas e redes sociais se mobilizam
Pato custeia traslado de Juliana na Indonésia: A morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, após cair de uma altura de mais de 600 metros durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, mobilizou não só familiares e autoridades, como também o ex-jogador de futebol Alexandre Pato. Sensibilizado com a repercussão do caso, Pato se ofereceu para pagar todos os custos do traslado do corpo ao Brasil, estimados entre R$ 20 mil e R$ 100 mil, dependendo da complexidade e logística do transporte internacional.
Juliana foi encontrada morta na terça-feira (24), quatro dias após desaparecer durante uma trilha guiada. As equipes de resgate indonésias, com apoio de helicópteros e técnicas de içamento, conseguiram retirar o corpo da encosta íngreme apenas ao amanhecer desta quarta-feira (25), por questões de segurança.
Governo não cobre traslado e Pato se antecipa
O gesto de Pato acontece em meio à confirmação do Itamaraty de que o governo brasileiro não pode custear o traslado de restos mortais de cidadãos falecidos no exterior. A prática está prevista no Decreto nº 9.199/2017, que atribui essa responsabilidade à família da vítima.
Pato entrou em contato com os familiares de Juliana por meio das redes sociais e se prontificou a cobrir integralmente os custos. Em declaração à imprensa, ele afirmou:
“É um gesto simples diante de uma dor imensa. Quero ajudar essa família a dar um último adeus digno à Juliana.”
Mobilização nas redes e críticas à burocracia
A atitude do ex-jogador foi amplamente elogiada nas redes sociais, onde hashtags como #PatoSolidário e #JustiçaPorJuliana rapidamente se espalharam. Muitos internautas também criticaram o governo por não ter uma política mais flexível em casos humanitários como este.
Outros usuários levantaram questionamentos sobre a conduta do guia da trilha e a demora no início efetivo das buscas, sugerindo a possibilidade de negligência. Até o momento, não há confirmação oficial de investigação, mas familiares indicam que devem buscar responsabilizações.
Riscos e detalhes do resgate
Juliana caiu em uma ribanceira de difícil acesso, a cerca de 2.600 metros de altitude, em meio a um trajeto turístico bastante procurado por aventureiros. Ela ficou desaparecida por quase quatro dias em uma região de floresta densa e com risco de deslizamentos. O corpo foi localizado na manhã de terça-feira, mas o resgate só foi possível ao amanhecer do dia seguinte, devido à baixa visibilidade e instabilidade do terreno.
A operação contou com drones, cordas de escalada e mais de 14 horas de trabalho contínuo da equipe da Basarnas, a agência nacional de busca e resgate da Indonésia.
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