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sábado, maio 23, 2026

Síria decreta cessar‑fogo imediato em Sweida após onda de violência extrema

Ahmed al‑Sharaa impõe trégua com enorme pressão humanitária: mais de 300 mortos e 80 mil deslocados

Síria decreta cessar‑fogo em Sweida: O presidente interino da Síria, Ahmed al‑Sharaa, anunciou neste sábado (19) um cessar‑fogo imediato e abrangente na província de Sweida, no sul do país, após confrontos entre milícias drusas e tribos beduínas que deixaram mais de 300 mortos. A violência incluiu execuções dentro de casas, saques e destruição, gerando um forte deslocamento: cerca de 80 mil pessoas fugiram das áreas afetadas.

Aliança internacional viabiliza trégua e mobiliza forças de segurança

A trégua foi negociada com apoio de Estados Unidos, Turquia e Jordânia, também endossada por países árabes. Israel, que havia realizado ataques aéreos em defesa dos drusos, permitiu o retorno de tropas sírias à região por duas dias para garantir a aplicação do cessar‑fogo. O governo enviou forças de segurança interna para evitar que novos confrontos retornem ao cenário.

Em discurso, al‑Sharaa condenou as intervenções estrangeiras, especialmente os bombardeios de Israel, afirmando que ameaçaram a unidade nacional, e pediu que Sweida não se torne “campo de teste para secessão ou incitação sectária”.

Trégua frágil: disparos ainda são ouvidos

Apesar da medida, combates e explosões continuam em áreas rurais de Sweida, indicando uma situação ainda instável. Fontes da ONU relataram “violação generalizada dos direitos humanos” e advertiram que a trégua só será sustentável com monitoramento rigoroso, presença firme das forças de segurança e cooperação comunitária.

Impacto regional e o dilema humanitário

A crise em Sweida gerou repúdio internacional: Japão, Kuwait, Emirados Árabes e Líbano saudaram a trégua, destacando a urgência de restaurar a estabilidade e facilitar a chegada de ajuda humanitária. A ONU e grupos de direitos humanitários alertam para a escassez de alimentos, água e cuidados médicos entre os deslocados.

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Analistas afirmam que este cessar‑fogo será crucial para conter movimentos de fragmentação étnica e religiosa, testando a capacidade do governo interino de manter a coesão nacional do pós‑Assad. Caso fracasse, Sweida poderá se tornar o símbolo de uma Síria dividida.

Veja Também: Hamas e Israel aceitam trégua proposta pelos EUA e abrem caminho para cessar-fogo histórico

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