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sábado, maio 23, 2026

Wepink, empresa de Virgínia Fonseca, estaria supostamente realizando práticas abusivas contra consumidores, segundo MP de Goiás

MP de Goiás exige providências urgentes em ação civil pública

Wepink é alvo de ação por práticas abusivas: O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ajuizou, no dia 8 de outubro de 2025, uma Ação Civil Pública contra a Wepink – Savi Cosméticos Ltda e seus sócios, entre eles a influenciadora Virgínia Fonseca, o empresário Thiago Stabile e Chaopeng Tan.
Segundo o órgão, a empresa estaria praticando condutas abusivas contra consumidores, especialmente em vendas realizadas por meio de transmissões ao vivo.

A ação pede, entre outras medidas liminares, a suspensão imediata das lives de vendas, proibição de novas comercializações até que os pedidos em atraso sejam regularizados, a criação de um canal de atendimento humano com respostas em até 24 horas, além de uma indenização coletiva de R$ 5 milhões e reparações individuais aos consumidores lesados.

Reclamações massivas e denúncias

De acordo com o MP, a Wepink acumulou mais de 90 mil reclamações no Reclame Aqui em 2024, e o Procon de Goiás registrou cerca de 340 denúncias formais entre 2024 e 2025, por atrasos na entrega, descumprimento de ofertas e falhas graves no atendimento.

Em alguns casos, consumidores relataram ter esperado até sete meses por um produto que nunca chegou, sem receber reembolso ou resposta da empresa.

Declarações que pesam como prova

Durante uma das transmissões ao vivo, o sócio Thiago Stabile admitiu que a Wepink vendeu produtos mesmo sem ter estoque suficiente, afirmando que o crescimento rápido da marca teria causado o colapso logístico.
Essas declarações foram utilizadas pelo Ministério Público para sustentar acusações de publicidade enganosa e má-fé comercial.

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O promotor responsável pelo caso afirmou que as falas revelam uma prática reiterada de vendas sem capacidade operacional de entrega, o que viola o Código de Defesa do Consumidor.

Autuação do Procon Goiás

O Procon-GO também autuou a Wepink por atrasos nas entregas e atendimento ineficiente.
A empresa chegou a alegar que já apresentou defesa e implementou melhorias, informando que “não sofre mais com atrasos recorrentes”.
Ainda assim, o órgão de fiscalização considerou as falhas como reincidentes e solicitou penalidades administrativas.

Influenciadora no centro da controvérsia

A ação coloca Virgínia Fonseca no centro da polêmica.
Por ser sócia da Wepink e rosto da marca, ela foi incluída no processo como corresponsável pelas práticas investigadas.
O Ministério Público pede que todos os sócios respondam solidariamente pelos prejuízos aos consumidores.

Nas redes sociais, a situação gerou intensa repercussão.
Usuários questionam se Virgínia tinha conhecimento das irregularidades ou se apenas emprestava sua imagem ao negócio.
Outros internautas defendem que a influenciadora foi vítima da má gestão de terceiros.

Pressão institucional e controle do e-commerce

O caso reacende o debate sobre a responsabilidade de influenciadores e empresas de comércio eletrônico.
Especialistas afirmam que celebridades com empresas próprias precisam garantir estrutura logística e transparência na comunicação com clientes.

Se o Judiciário acatar os pedidos do MP, a Wepink poderá ser obrigada a interromper as vendas até comprovar que regularizou entregas, devoluções e estoque — além de indenizar consumidores e ajustar sua operação.

Veja também: Fraude no INSS: sindicato de irmão de Lula é alvo de buscas da Polícia Federal

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