Proposta de US$ 825 milhões acende alerta em Moscou e anima aliados europeus
EUA aprovam venda de mísseis à Ucrânia: O governo de Donald Trump aprovou, nesta quinta-feira (28), a venda de 3.350 mísseis de lançamento aéreo de longo alcance (ERAM) à Ucrânia. O pacote, avaliado em US$ 825 milhões, inclui também sistemas de navegação por GPS, softwares de planejamento de missão, peças de reposição e treinamento técnico.
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a venda “apoia os objetivos de política externa e segurança nacional” ao reforçar a capacidade de defesa de um aliado estratégico.
O que há por trás da negociação
Financiamento internacional e estratégia conjunta
O pacote será parcialmente financiado por meio do programa Foreign Military Financing dos Estados Unidos e contará ainda com recursos de aliados europeus como Dinamarca, Holanda e Noruega, integrantes da iniciativa Jump Start, que visa acelerar o rearmamento ucraniano.
Capacidade ofensiva inédita
Os mísseis ERAM têm alcance de centenas de quilômetros e podem ser lançados de aeronaves a grandes altitudes, ampliando a capacidade da Ucrânia de atingir alvos estratégicos atrás das linhas russas. O pacote representa um dos maiores fornecimentos únicos de armamento aéreo de precisão desde o início da guerra em 2022.
Reações em Kiev, Moscou e nas redes
Aliados celebram, Kremlin ameaça
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky agradeceu publicamente a Washington e aos parceiros europeus, afirmando que o pacote “eleva a defesa ucraniana a um novo patamar”. Já Moscou reagiu com críticas, classificando a medida como um “ato de provocação grave que terá consequências”.
Especulações online sobre escalada
Nas redes sociais, usuários dividem opiniões: alguns acreditam que a entrega dos mísseis pode representar o “início da virada” para Kiev, enquanto outros temem que a medida provoque uma resposta mais agressiva de Vladimir Putin, aumentando o risco de uma escalada global. Hashtags como #MissileDeal, #UkraineDefense e #TrumpUkraine figuraram entre os assuntos mais comentados.
O que está em jogo agora
Especialistas em segurança internacional alertam que a aprovação ainda precisa passar pelo Congresso dos Estados Unidos, o que pode abrir espaço para novos debates internos. Se confirmado, o envio dos mísseis colocará a Ucrânia em posição inédita desde o início da guerra, podendo alterar o equilíbrio militar no campo de batalha.
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