Madrugada de horror no Paranoá
Incêndio no DF deixa 5 mortos: Um incêndio de grandes proporções atingiu a Comunidade Terapêutica Liberte-se, no Paranoá (DF), na madrugada de domingo (31). O fogo destruiu parte do imóvel e deixou cinco mortos e 11 feridos por inalação de fumaça, segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). As vítimas fatais eram todas do sexo masculino e ainda não tiveram as identidades divulgadas.
Internos lutaram para escapar
De acordo com relatos de sobreviventes, portas e janelas estavam trancadas com cadeados e grades, o que dificultou a fuga. Alguns internos só conseguiram escapar após quebrar vidros com ajuda de colegas. O fogo teve início por volta das 2h50, e os bombeiros controlaram as chamas em cerca de 30 minutos, evitando que a tragédia fosse ainda maior.
Atendimentos médicos
Onze homens, com idades entre 21 e 55 anos, foram socorridos com sintomas de intoxicação. Parte deles foi atendida no local, enquanto outros foram encaminhados a hospitais regionais. O estado de saúde dos sobreviventes não foi detalhado pelas autoridades médicas.
Clínica atuava de forma irregular
Investigações iniciais apontaram que a casa de recuperação não possuía alvará de funcionamento nem vistoria do Corpo de Bombeiros. O proprietário alegou que havia solicitado a documentação, mas que o processo ainda não estava concluído. Essa informação gerou críticas de autoridades e familiares das vítimas, que agora cobram responsabilidade civil e criminal.
Polícia abre inquérito
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou inquérito para apurar a causa do incêndio. Até o momento, não há confirmação sobre o que teria provocado as chamas, mas testemunhas relataram que o local apresentava instalações elétricas precárias.
Indignação e cobranças públicas
Nas redes sociais, a tragédia ganhou repercussão nacional. Usuários questionam como um espaço destinado à recuperação de dependentes químicos funcionava sem licenciamento adequado. Há também especulações sobre negligência estrutural e pedidos de fiscalização mais rígida em casas de acolhimento semelhantes.
Vozes de autoridades
Deputados do DF se manifestaram cobrando investigação rápida e reforço nas vistorias. Organizações ligadas ao combate às drogas destacaram que a falta de fiscalização coloca vidas em risco e compromete o trabalho de recuperação de dependentes.
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