Tragédia que abalou o país
1.400 Mortos no Terremoto no Afeganistão: O Afeganistão enfrenta um dos piores desastres naturais de sua história recente após um terremoto de magnitude 6.0, registrado em 31 de agosto de 2025. O tremor atingiu em cheio as províncias de Kunar, Nangarhar e Laghman, no leste do país, derrubando centenas de casas, escolas e mesquitas.
Segundo autoridades do governo talibã, o balanço atualizado aponta para 1.411 mortos confirmados e mais de 3.124 feridos, além de cerca de 5.400 casas destruídas. O número de vítimas pode aumentar à medida que equipes de resgate avançam pelas áreas mais isoladas.
Resposta do governo e pedidos de ajuda
O porta-voz do regime, Zabihullah Mujahid, declarou que “a nação enfrenta uma catástrofe sem precedentes e precisa urgentemente do apoio da comunidade internacional”. A ONU também confirmou que está mobilizando equipes de resgate e assistência humanitária para a região.
Com hospitais sobrecarregados e milhares de desabrigados, o Afeganistão vive uma crise humanitária que ameaça agravar a já delicada situação política e social do país.
Novo tremor agrava o cenário
No dia 2 de setembro, um novo terremoto de magnitude 5.2 voltou a atingir a mesma região, ampliando os danos e aumentando o pânico entre os sobreviventes. Esse segundo abalo dificultou o trabalho das equipes de emergência, que enfrentam deslizamentos de terra, estradas bloqueadas e escassez de recursos.
Impactos e repercussão mundial
A tragédia chamou atenção internacional. Países vizinhos, como Paquistão e Irã, anunciaram envio de ajuda emergencial. Já organizações como a Cruz Vermelha Internacional alertam para o risco de epidemias em campos improvisados de desabrigados.
Nas redes sociais, especula-se sobre a vulnerabilidade do Afeganistão diante de catástrofes naturais. Usuários questionam se a falta de infraestrutura adequada, resultado de décadas de conflitos e isolamento, pode ter amplificado a devastação.
Um país em alerta
Com milhares de mortos, feridos e desabrigados, o Afeganistão vive dias de incerteza. Especialistas lembram que a região está localizada em uma zona de falhas geológicas ativas, o que pode indicar riscos de novos tremores nos próximos dias.
Veja também: Terrível terremoto no Afeganistão: mais de 800 mortos e destruição em massa nas províncias de Kunar e Nangarhar

