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sábado, maio 23, 2026

Terceira morte por bebida com metanol é confirmada em São Paulo e acende alerta das autoridades

Polícia investiga origem de bebida adulterada após casos em São Bernardo do Campo e na capital paulista

Terceira morte por metanol em SP: A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou, neste fim de semana, a terceira morte por intoxicação causada por metanol no estado. O caso mais recente aconteceu em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde uma mulher de 45 anos morreu após consumir uma bebida alcoólica supostamente adulterada.

De acordo com informações oficiais, a vítima chegou a ser levada a um hospital particular da região, mas não resistiu aos efeitos tóxicos da substância. Este é o segundo óbito registrado na cidade e o terceiro em todo o estado apenas em setembro. As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil, que tenta identificar a origem e distribuição da bebida contaminada.

A SSP informou que o Instituto Médico Legal (IML) e a Vigilância Sanitária realizam análises laboratoriais para confirmar a presença de metanol nas amostras recolhidas. As autoridades não descartam a possibilidade de uma rede de falsificação de bebidas alcoólicas que teria comercializado o produto de forma clandestina.

Entenda o que é o metanol e por que ele é tão perigoso

O metanol é um tipo de álcool altamente tóxico, usado na indústria química e em combustíveis, mas proibido para consumo humano. Diferente do etanol — presente em bebidas alcoólicas comuns —, o metanol pode causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo em pequenas quantidades.

Segundo especialistas em toxicologia, a ingestão de menos de 30 mililitros da substância pura pode ser letal. Os sintomas aparecem entre 30 minutos e 24 horas após o consumo e incluem náuseas, dores abdominais, tontura, dificuldade para respirar e perda de visão.

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Casos semelhantes já foram registrados no Brasil e em outros países, geralmente relacionados a bebidas falsificadas vendidas em distribuidoras ou bares sem fiscalização. Em São Paulo, a polícia investiga se as garrafas apreendidas em diferentes bairros possuem o mesmo lote de origem.

Repercussão e o que se comenta nas redes

A confirmação da terceira morte gerou forte repercussão nas redes sociais, com usuários relatando medo e desconfiança sobre a procedência de bebidas compradas em pontos de venda populares. Alguns internautas pedem reforço na fiscalização de distribuidoras e bares, enquanto outros criticam a lentidão nas investigações.

Circulam ainda especulações sobre uma possível conexão entre os casos de São Bernardo do Campo e o da capital paulista, levantando a hipótese de que o mesmo fornecedor possa estar por trás da adulteração. Até o momento, porém, as autoridades não confirmaram essa relação.

Investigação e medidas de prevenção

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar crime de homicídio com dolo eventual e adulteração de produto destinado ao consumo. O caso é tratado com prioridade pela Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo, que busca rastrear o caminho percorrido pelas bebidas suspeitas.

A Secretaria de Saúde de São Paulo também emitiu alerta às unidades de pronto atendimento para que reforcem o protocolo de diagnóstico e tratamento para intoxicação por metanol. Em situações suspeitas, o tratamento inclui uso de antídotos específicos, como o fomepizol, além de hemodiálise para eliminar o tóxico do organismo.

Enquanto a investigação avança, as autoridades reforçam um alerta: somente bebidas com procedência comprovada devem ser consumidas, e qualquer alteração de sabor, cheiro ou rótulo deve ser denunciada aos órgãos competentes.

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