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sábado, maio 23, 2026

Tarcísio pede desculpas por brincadeira sobre Coca-Cola em meio à crise do metanol

Governador admite erro, pede perdão às famílias e promete reforçar combate à falsificação de bebidas

Tarcísio pede desculpas por piada sobre Coca-Cola: Durante coletiva em São Paulo sobre os casos de intoxicação por metanol, o governador Tarcísio de Freitas fez uma piada: “No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar”. A fala foi criticada por muitos como inoportuna, dada a gravidade da crise sanitária.

Na noite seguinte, em vídeo publicado nas redes sociais, ele reconheceu o erro: “Errei. Acabei fazendo uma brincadeira para descontrair a coletiva, que foi muito mal interpretada e que, de fato, não cabia naquele momento, em face da gravidade do que vem acontecendo.”

Aos atingidos: pedido de perdão

Tarcísio dirigiu-se às famílias que perderam entes queridos, aos comerciantes afetados no comércio de bebidas e ao público que esperava uma ação firme do Estado. Ele afirmou: “Não tenho compromisso com o erro; nosso compromisso é com as pessoas.”

Ele também disse que já vinha pedindo desculpas publicamente por falhas anteriores, e que “o arrependimento não vai apagar o passado, mas ensina”.

Cenário da crise de metanol em São Paulo

São Paulo concentra grande parte dos casos de intoxicação por metanol no Brasil. Segundo dados recentes, o estado registrou 18 casos confirmados de intoxicação e três mortes confirmadas. Mais de 158 casos estão sob investigação.

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O governo estadual já prendeu 20 pessoas suspeitas de adulterar bebidas, afirmou que fornecedores colaboram com as investigações e anunciou medidas de fiscalização intensificada.

Entre as hipóteses levantadas: uso de metanol contaminado no processo ou lavagem de recipientes com metanol antes do envase de bebidas adulteradas.

Repercussão e debate público

A declaração inicial sobre a Coca-Cola gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e entre veículos de comunicação, que consideraram a piada descolada da gravidade dos casos de intoxicação. Alguns setores esperam que a retratação resgate parte da credibilidade do governo estadual e anime ação pública mais incisiva no enfrentamento da falsificação. Outros defendem que gestos simbólicos não bastam frente às mortes e danos à saúde já registrados.

Veja Também: Bolsonaro fecha apoio a Tarcísio e define estratégia da direita para presidência em 2026

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