Umberto Alberto Gomes era apontado como um dos executores do crime e resistiu à prisão durante operação conjunta
Suspeito morre em confronto: O homem identificado como Umberto Alberto Gomes, de 39 anos, suspeito de participar do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, morreu em confronto com policiais na madrugada desta segunda-feira (30), em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR).
De acordo com informações confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e pela Polícia Civil do Paraná, o suspeito foi localizado após uma operação de inteligência que reuniu forças das duas corporações. Durante o cumprimento do mandado de prisão, ele reagiu e acabou sendo baleado.
Suspeito tinha mandado de prisão em aberto
Gomes era procurado desde agosto, quando a Polícia Civil paulista apontou seu envolvimento direto na execução de Ruy Ferraz. Contra ele havia mandado de prisão preventiva, expedido após as investigações identificarem movimentações suspeitas e ligação com outros integrantes da quadrilha.
Segundo as autoridades, Umberto tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Ele foi encontrado em um imóvel onde estaria escondido com apoio logístico de pessoas ligadas a uma facção criminosa.
Relembre o caso Ruy Ferraz
O ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros no dia 21 de agosto de 2025, em Moema, bairro nobre de São Paulo. Câmeras de segurança registraram o momento em que criminosos em uma motocicleta emparelharam com o carro da vítima e efetuaram os disparos.
Ferraz, que chefiou a Polícia Civil entre 2019 e 2021, foi um dos principais nomes no combate ao crime organizado durante sua gestão. A polícia acredita que a execução tenha sido uma retaliação de facções criminosas, em especial do PCC (Primeiro Comando da Capital), por operações que resultaram na prisão de líderes da organização.
Declarações oficiais e andamento da investigação
A SSP-SP informou que a operação no Paraná foi resultado de “investigação conjunta e contínua” e que outras prisões devem ocorrer nos próximos dias. O delegado responsável pelo caso, em nota à imprensa, declarou: “Estamos diante de um crime complexo, com motivações ligadas ao crime organizado. A morte de Umberto não encerra o caso, mas representa um avanço significativo na elucidação da execução do doutor Ruy Ferraz.”
A perícia do local foi conduzida pelo Instituto Médico-Legal (IML) do Paraná. O corpo do suspeito foi encaminhado para exame balístico e identificação formal.
Repercussão e comentários nas redes
Nas redes sociais, internautas comemoraram o resultado da operação, afirmando que a morte do suspeito “foi resposta à altura” pelo assassinato do ex-delegado. Outros, porém, levantaram debate sobre aumento da violência entre forças policiais e criminosos ligados a facções, questionando até onde vai a escalada de confrontos no país.
Grupos de apoio à Polícia Civil também publicaram mensagens exaltando a atuação das forças de segurança e pedindo “justiça completa” com a prisão dos demais envolvidos.
Próximos passos
As autoridades informaram que as investigações continuam e novas diligências estão sendo realizadas em São Paulo e no interior do Paraná. A meta, segundo a polícia, é identificar o mandante do crime e os responsáveis pela fuga e abrigo dos executores.

