Alvo foi o setor de energia; Zelensky reage e pede reforço internacional urgente
Rússia ataca Ucrânia com 400 drones e míssil: A Ucrânia sofreu na madrugada de segunda (15) para terça-feira (16) um dos maiores ataques aéreos desde o início da guerra. A Rússia lançou cerca de 400 drones — entre modelos Shahed e drones-escudo — além de um míssil balístico Iskander-M, atingindo diretamente a infraestrutura energética do país. As explosões deixaram ao menos 15 pessoas feridas em diferentes cidades, incluindo Kryvyi Rih, Vinnytsia e Kharkiv.
As forças de defesa da Ucrânia informaram que a maior parte dos drones foi interceptada, mas 57 aeronaves não tripuladas e o míssil conseguiram atingir os alvos, causando danos severos. O presidente Volodymyr Zelensky acusou Moscou de intensificar ataques contra civis e voltou a cobrar mais sistemas antiaéreos do Ocidente.
Estações elétricas e redes de abastecimento foram atingidas em múltiplos pontos
De acordo com o Estado-Maior da Ucrânia, os alvos foram claramente selecionados com o objetivo de desestabilizar o fornecimento de energia, provocando apagões, interrupções em hospitais e estações de bombeamento de água.
Entre os locais atingidos estão:
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Kryvyi Rih: 1 adolescente entre os feridos; subestações danificadas;
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Vinnytsia: 8 feridos e danos estruturais em prédios residenciais;
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Kharkiv: 3 pessoas feridas e relatos de explosões próximas a zonas urbanas.
A companhia estatal Ukrenergo confirmou que o fornecimento foi temporariamente interrompido em pelo menos 4 regiões do país.
Zelensky reage: “Precisamos de mais defesas, agora!”
Presidente ucraniano intensifica apelos por ajuda internacional
Em pronunciamento feito por vídeo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descreveu o ataque como “mais uma tentativa da Rússia de destruir o cotidiano do povo ucraniano”. Ele reforçou que a defesa aérea precisa ser expandida imediatamente, mencionando o envio de sistemas Patriot, IRIS-T e interceptadores de curto alcance como prioridade.
“Esse é um ataque não apenas à Ucrânia, mas à estabilidade de toda a Europa”, declarou.
O governo ucraniano também destacou a atuação das forças de guerra eletrônica, responsáveis por derrubar mais de 140 drones por meio de interferência nos sistemas de navegação.
O que dizem as redes sociais?
Usuários especulam nova fase da guerra e uso de “drones suicidas em massa”
Nas redes sociais, o ataque gerou diversas discussões. Muitos usuários comentam que a Rússia estaria testando táticas de saturação aérea, utilizando enxames de drones para sobrecarregar os sistemas de defesa ucranianos.
Outros internautas chamaram atenção para a possibilidade de Moscou estar preparando um ataque ainda maior no inverno, usando a destruição da infraestrutura energética como arma estratégica para forçar deslocamentos populacionais e colapso social.
Não há evidência confirmada de uso de ogivas químicas, embora alguns perfis especulem essa possibilidade com base em vídeos divulgados em canais russos e ucranianos no Telegram.
Reação internacional e próximos passos
Otan e União Europeia condenam ataque; tensão aumenta no front oriental
Após a divulgação dos ataques, autoridades da União Europeia e da Otan condenaram a ofensiva, classificando-a como “ataque deliberado contra infraestrutura civil”. O alto representante da UE para Assuntos Exteriores, Josep Borrell, afirmou que “a resposta à agressão russa deve ser reforçada com mais apoio militar à Ucrânia”.
Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia não comentou oficialmente o ataque. Especialistas ouvidos por veículos como a Reuters e Ukrinform apontam que Moscou deve continuar apostando em drones de baixo custo para manter ataques constantes, desafiando a capacidade de resposta ucraniana.
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