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sábado, maio 23, 2026

Oruam é denunciado por tentativa de homicídio contra policiais civis durante operação no Rio

Ministério Público pede condenação por crime hediondo; rapper teria arremessado pedras durante ação da polícia

Oruam denunciado por crime grave: O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, foi formalmente denunciado por tentativa de homicídio qualificado contra dois agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) nesta segunda-feira (29), com base em um episódio ocorrido no último dia 22 de julho, no bairro do Joá, Zona Oeste da capital fluminense.

De acordo com o MPRJ, o artista teria lançado pedras pesadas, de até 4,85 kg, contra os policiais durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). O MP considerou que o ataque foi cometido com meio cruel e motivo torpe, o que pode enquadrar o crime como hediondo.

Operação da polícia e ataque com pedras

Durante a ação policial, os agentes tentavam cumprir um mandado de busca relacionado a um menor investigado por envolvimento com o tráfico. Ao se aproximarem da residência de Oruam, os policiais foram surpreendidos com arremessos de pedras do alto da varanda da casa onde o rapper estava com outro suspeito, identificado como Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, de 22 anos.

Segundo o MP, os dois lançaram os objetos com a intenção de atingir os policiais. Um dos agentes foi atingido nas costas e precisou se proteger atrás de uma viatura, que também foi danificada. O ato foi interpretado como uma tentativa deliberada de ferir ou matar os servidores públicos em serviço.

Qualificação jurídica e gravidade do caso

A promotoria argumenta que Oruam e seu comparsa assumiram o risco de matar os agentes ao lançar objetos pesados de altura considerável, caracterizando dolo eventual. Por isso, o MP enquadrou o caso como tentativa de homicídio qualificado, agravado por ter sido contra agentes de segurança pública, com motivo torpe e meio cruel.

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A legislação brasileira prevê penas mais severas para crimes praticados nessas condições. Caso condenado, Oruam pode enfrentar uma pena de até 20 anos de prisão, além das outras acusações que já pesam contra ele.

Prisão preventiva e outras acusações

Desde o dia 22 de julho, Oruam está preso preventivamente após se entregar à polícia. Ele também responde por outros sete crimes, incluindo tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato e lesão corporal.

A Justiça do Rio considerou o rapper como alguém de alta periculosidade, devido ao seu suposto vínculo com facções criminosas e por incitar, em vídeos publicados nas redes sociais, confrontos entre civis e a polícia.

Reações nas redes e novas especulações

A denúncia rapidamente repercutiu nas redes sociais. Enquanto parte dos usuários defende o artista, apontando possível abuso policial e perseguição, outros compartilham vídeos antigos em que Oruam aparece exaltando o Complexo da Penha, reduto do Comando Vermelho, facção da qual o pai do cantor seria líder.

Há especulações de que o MP poderá incluir novos elementos no processo, especialmente relacionados ao possível incentivo à desobediência civil por parte do artista, embora essas alegações ainda não tenham sido formalmente incorporadas à denúncia.

O que dizem os advogados e o Ministério Público

Em nota, a defesa de Oruam afirma que a acusação é “desproporcional” e que o rapper não teve intenção de ferir ninguém. Já o MPRJ sustenta que há provas materiais e testemunhais que demonstram a conduta deliberada e perigosa dos envolvidos.

O processo segue agora para análise da Justiça, que decidirá se aceita a denúncia e leva o caso a julgamento.

Veja Também: Rapper Oruam é detido no Rio de Janeiro após tentar fugir de blitz policial

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