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sábado, maio 23, 2026

“Não se pode reconhecer a responsabilidade solidária”, afirma Fux em julgamento da trama golpista no STF

Divergência técnica reverbera no tribunal e desafia narrativa da acusação

Fux propõe anulação por falta de jurisdição: Em voto proferido nesta quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux defendeu a anulação da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, alegando “absoluta falta de jurisdição” da Primeira Turma do STF. Segundo ele, sendo os acusados ex-ocupantes de cargos públicos, o processo deveria ter tramitado em instâncias inferiores ou, se levado ao STF, julgado pelo plenário completo — dada a gravidade dos crimes.

Responsabilidade solidária: rejeição fundamentada

Fux reforçou que não se pode reconhecer responsabilidade solidária nos crimes atribuídos àqueles acusados de orquestrar a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Ele avaliou que não houve comprovação de que todos agiram com um mesmo propósito coletivo ou de forma coordenada em atos que visavam destruir a democracia, violando princípios fundamentais do direito penal.

Falta de provas individuais e omissão

O ministro destacou ainda que não há provas de omissão ou participação concreta de cada acusado em atos de destruição dos Três Poderes. Ele sublinhou que a denúncia generalizada rompe com a exigência de prova individualizada, essencial para aplicação da justiça penal.

Contexto jurídico e repercussão

A defesa técnica de Fux marcou um contraponto relevante ao placar parcial de 2 a 0 favorável à condenação, com votos de Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Sua análise jurídica, focada em competência e imputação individual, intensificou o debate sobre os limites da responsabilização penal de figuras públicas.

Especulações nas redes sociais

Nas redes, defensores de Bolsonaro saudaram a posição de Fux como prova de “rigor jurídico que equilibra o processo”. Já críticos apontaram a fala como possível manobra que pode atrasar ou reverter o desfecho, levantando hipóteses sobre risco de absolvições em massa. A atenção agora se volta para os próximos votos dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

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Veja Também: A um voto da condenação, STF retoma julgamento de Bolsonaro em dia decisivo

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