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sábado, maio 23, 2026

Moraes proíbe novos acampamentos na Praça dos Três Poderes e alerta para risco de nova tentativa golpista

Ministro do STF determina retirada de deputados bolsonaristas e proíbe protestos fixos próximos à corte

Moraes veta acampamentos na Praça dos Poderes: O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu na noite desta sexta-feira (25) a instalação de acampamentos em um raio de 1 km da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e de quartéis das Forças Armadas, alertando para o risco de uma nova tentativa de coação institucional semelhante aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A decisão foi emitida em complemento à ordem de remoção imediata dos deputados federais bolsonaristas que haviam ocupado a praça em protesto contra restrições legais impostas ao ex‑presidente Jair Bolsonaro. Moraes citou nominalmente os parlamentares Hélio Lopes (PL‑RJ), Sóstenes Cavalcante (PL‑RJ), Cabo Gilberto Silva (PL‑PB), Coronel Chrisóstomo (PL‑RO) e Rodrigo da Zaeli (PL‑MT).

Ministro vê risco institucional similar a janeiro de 2023

No despacho, Moraes afirmou que os parlamentares poderiam estar participando de uma “prática criminosa” que visava inibir o funcionamento do STF e pressionar decisões judiciais. A decisão autoriza a aplicação de prisão em flagrante em caso de resistência à ordem de desocupação.

Ele escreveu que a proibição busca garantir a ordem pública e impedir a ocorrência de eventos semelhantes aos atos de vandalismo que resultaram na invasão e depredação dos Poderes em 8 de janeiro. Moraes determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal atuasse imediatamente para retirar os acampados, com o aval da Polícia Federal caso necessário.

Deputados aderiram e barracas foram desmontadas

Após a decisão, os parlamentares desmontaram voluntariamente os acampamentos e deixaram o local, em uma ação que transcorreu sem confronto direto, segundo relatos do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e do secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar.

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Hélio Lopes iniciou o protesto sozinho com esparadrapo na boca em sinal de “jejum de palavras” e foi posteriormente acompanhado por outros colegas. Mesmo assim, alguns deputados citados na decisão negaram estar presencialmente no local.

Repercussão nas redes e repercussões políticas

A decisão dividiu opiniões. A base governista no Congresso defendeu a medida como essencial para preservar a democracia. Já a oposição criticou o que chamou de cerceamento do direito de protesto, alegando autoritarismo institucional.

Nas redes sociais, surgiram hashtags como #AcampaSTF em apoio aos parlamentares, enquanto opositores recordaram os danos e prisões decorrentes dos eventos de 8 de janeiro. Internautas especulam sobre novos atos de provocação nos próximos dias, caso haja descumprimento das restrições

Veja Também: Bolsonaro pede anistia para condenados de 8 de janeiro e chama Alexandre de Moraes de “ditador” em ato na Av. Paulista

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